MERCADO FINANCEIRO
Dia de alta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em alta de 0,54%, aos 52.329 pontos. O pregão brasileiro reverteu três perdas consecutivas registradas ao longo desta semana, puxado pelas altas nas bolsas americanas. O volume financeiro foi de R$ 4,17 bilhões. Apesar do resultado positivo, em relação à última sexta-feira, a Bovespa acumulou queda de 2,04%.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Light ON (+5,10%), Ipiranga Petróleo PN (+4,55%) e Telemig Par PN (+4,11%). As maiores baixas foram Ambev PN (-2,37%), Cyrela ON (-2,29%) e Bradesco PN (-2,16%).
Reflexos
O Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) registrava queda de 1,7% nos primeiros negócios da manhã desta sexta-feira, resultado das quedas nas bolsas mundiais no pregão de quinta-feira. ''O feriado teve impacto direto nos primeiros resultados da manhã. Era nítido que na abertura do pregão teríamos um ajuste'', avaliou o diretor de operações da corretora Solidus, Emerson Lambrecht.
Recuperação
No entanto, com o anúncio do Departamento de Comércio norte-americano de que a queda no déficit comercial dos Estados Unidos em abril foi de 6,2%, em US$ 58,5 bilhões, e influenciada pela alta das bolsas daquele país, a Bovespa começou a se recuperar no início da tarde.
Análise
''O resultado do déficit norte-americano foi melhor que o esperado pelo mercado. Com isso, as bolsas dos EUA começaram a subir e reverter três perdas consecutivas nesta semana. Nosso pregão teve fôlego para também reverter a queda inicial e fechar em alta'', diz Lambrecht.
Alívio
Segundo ele, o resultado positivo verificado nas bolsas americanas é um sinal de ''alívio'' desde as declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o BC americano) dizendo que a inflação ainda é sua principal preocupação, o que pode eliminar a expectativas de redução de juros. O Dow Jones subiu hoje 1,19% e o Nasdaq teve alta de 1,26%.
Selic
Além disso, Lambrecht lembra que no cenário interno houve a repercussão do corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira. Com isso, a taxa de juros básica ficou em 12% ao ano. ''Houve uma influência bastante positiva da queda dos juros anunciada pelo Copom. mesmo porque, hoje foi o primeiro dia útil após a decisão'', conclui o analista.
Câmbio
O dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 1,96 para venda, com acréscimo de 0,4%, nos últimos negócios de ontem. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,83%.
Alta maior
Apesar do resultado positivo, o gerente operacional da Renova Corretora, Cristiano Zanuzo, disse que a expectativa do mercado era de uma alta maior. ''Nas primeiras operações a moeda esteve acima de R$ 1,97 e a Bovespa registrava queda. No entanto, no período da tarde houve uma reversão por conta de indicadores dos Estados Unidos'', explicou.
BC
Segundo Zanuzo, o BC (Banco Central) tentou intervir para manter a cotação elevada, mas a tendência de alta na Bolsa de São Paulo derrubou as cotações. O BC pagou R$ 1,9616 por dólar em leilão de compra no mercado à vista de câmbio, em operação encerrada às 15h38. A informação foi anunciada em um comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, que não divulgou o valor da compra.
Risco
Já a taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+ (JP Morgan), fechou estável em 146 pontos. O Embi (sigla em inglês para Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes) mede a diferença entre os juros pagos pelos títulos públicos dos países emergentes e os bônus emitidos pelo governo dos Estados Unidos, considerados os mais seguros do mercado. Quanto menor o patamar, mais confiável a economia.
Juros futuros
O mercado de juros futuros encerrou a sexta-feira em queda. O contrato de julho ficou em 11,89%, com queda de 0,12 ponto percentual. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,22% com baixa de 0,2 ponto. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada caiu para 10,55%, queda de 0,18 ponto percentual. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 10,46% para 10,35%.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em nítida queda ontem, ao término de uma semana marcada pela alta dos estoques americanos de gasolina e pela queda das Bolsas mundiais. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em julho caiu US$ 2,17, fechando a US$ 64,76. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o Brent do Mar do Norte no contrato de julho recuou US$ 2,62, para terminar a US$ 68,60.
Com agências





