Pessimismo
Impulsionada pela melhora de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reverteu o mau humor da manhã e fechou ontem com o seu principal índice com novo recorde, aos 52.527 pontos. O pessimismo gerado pela queda do mercado acionário na China, que chegou a pressionar uma queda superior a 2% do Ibovespa, perdeu força ao longo da jornada com a recuperação dos pregões norte-americanos. A ata do Federal Reserve (Fed) foi a senha final para a retomada do viés otimista.

Bovespa
O Ibovespa encerrou a jornada com alta de 1,57%, aos 52.527 pontos, após oscilar da mínima de 50.606 pontos à máxima de 52.595 pontos. O fechamento de ontem supera a máxima alcançada no último dia 21 de maio, de 52.423 pontos, estabelecendo novo recorde para o índice. O volume financeiro totalizou R$ 4,168 bilhões.

Pressão
A bolsa paulista abriu o dia pressionada pelo clima desfavorável nas principais praças financeiras internacionais, após mudanças na tributação dos investimentos em ações na China derrubarem o mercado acionário daquele país.

Shangai Composite
O índice Shanghai Composite caiu 6,5%, após o governo chinês triplicar o imposto sobre as operações em bolsa - de 0,1% para 0,3%. A medida, que foi anunciada terça e entrou em vigor ontem, é uma tentativa para conter o aquecimento daquele mercado de ações. Foi o gatilho que os investidores procuravam para realizar lucros no mercado acionário mundo afora.

Análise
De acordo com o economista da Modal Asset, Ivo Chermont de Vasconcellos, o segmento acionário da China vem ganhando cada vez mais atenção dos investidores, e movimentos negativos naquele mercado acabam gerando um efeito psicológico entre os investidores, respingando no ambiente financeiro como um todo. ''Mas, por ora, esse impacto não tem sido duradouro'', disse o profissional.


Reversão
No início da tarde, a influência pessimista dos eventos na China já mostrava fraqueza com a recuperação das bolsas norte-americanas, que seguiam motivadas pelo noticiário corporativo recheado de anúncios de fusões e aquisições. E, neste jornada, a falta de novidades na ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed ajudou a definir o rumo ascendente em Wall Street, levando junto o índice acionário paulista. No fechamento, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subiu 0,83%.

Destaques
Tele Norte Leste Participações PNA terminou a R$ 52,50, com acréscimo de 2,94%; e Telemar Norte Leste PN subiu 3,85%, a R$ 37,70. As ações ON da Telemar ganharam 0,83%, a R$ 72,30.

Câmbio
O mercado de câmbio encerrou os negócios de ontem cotando o dólar comercial a R$ 1,942 (valor de venda), em baixa de 0,46%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido a R$ 2,050, para venda. O Banco Central limitou sua intervenção ao habitual leilão de compra de moeda, realizado às 15h39, em que comprou divisas a R$ 1,9440 (taxa de corte).

Nervosismo
Os negócios do câmbio não passaram incólumes ao nervosismo das Bolsas com as medidas do governo chinês para furar uma possível bolha no mercado acionário local. A taxa cambial subiu durante toda a manhã, até que investidores amenizassem parte das preocupações com a economia chinesa, já que as medidas anunciadas ontem não intervinham nos fundamentos do crescimento.


Juros futuros
O mercado de juros futuros oscilou pouco. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,38% ante 11,37% terça. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada estabilizou em 10,67%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 10,40% para 10,37%.


Européias
A forte queda de 6,5% na bolsa chinesa também repercutiu nos mercados da Europa, que já operavam em ritmo lento pelo leve recuo na abertura do mercado em Wall Street. O CAC 40 da Bolsa de Paris perdeu 0,24%, a 6.042,15 pontos. O Dax da Bolsa de Frankfurt terminou em queda de 0,21%, a 7.764,97 pontos. Em Londres, o Footsie-100 recuou 0,07%, encerrando as operações a 6.602,10 pontos. Em Madri, a queda do Ibex-35 foi de 0,34%, a 15.137,3 pontos. O AEX de Amsterdã terminou em baixa de 0,41%, a 535,01 pontos.

Petróleo
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em julho subiu apenas 34 centavos, fechando a US$ 63,49. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o Brent do Mar do Norte no contrato de julho caiu 29 centavos, terminando o pregão a US$ 87,84.

Com agências

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