MERCADO FINANCEIRO
Forte alta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em forte alta de 2,15%, aos 51.617 pontos. O pregão teve um dia esvaziado, enquanto os investidores repercutiam a recuperação de perdas nas Bolsas americanas. O volume financeiro foi de R$ 2,901 bilhões, abaixo da média diária.
Surpresa
A valorização da Bolsa chegou a surpreender alguns profissionais de mercado, que esperavam um dia mais tranquilo, tendo em vista o feriado nos EUA na segunda-feira. Sem a Bolsa de Nova York, o pregão brasileiro fica sem sua principal referência externa, o que costuma desacelerar os negócios antecipadamente.
Giro curto
''Nas últimos horas nós vimos uma inundação de ordens de compra. A questão é que o giro de negócios está muito curto. Todo mundo vende, mas quando abre uma spread (diferença de preços), em uma ação, os investidores já saem comprando'', nota Adolir Rossi, diretor do mercado de ações da corretora Manchester.
Efeito Greenspan
Rossi também nota que o ''efeito Greenspan'' diluiu um pouco no último pregão da semana. Na quarta-feira, o ex-presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), Alan Greenspan, pôs o mercado em polvorosa com um alerta sobre a possível sobrevalorização das ações chinesas. As declarações do ex-titular do Fed - que ainda mantém influência sobre a economia global - ajudaram a derrubar os mercados nos dois últimos dias.
Blindagem
No front doméstico, a Bovespa tem se mantido relativamente incólume a respeito das consequências da chamada ''Operação Navalha'', da Polícia Federal, que já derrubou um ministro (Silas Rondeau) e começa a chamuscar políticos de peso no cenário nacional. Operadores justificam a blindagem da Bolsa pelo quadro econômico: os fundamentos são considerados tão consistentes que contêm uma possível contaminação do quadro político.
Copom
Na semana que vem, deve crescer as especulações sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado formou um relativo consenso de que o comitê, desta vez, deve reduzir os juros em 0,50 ponto percentual.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,953 para venda, em queda de 0,91%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,07 (valor de venda), estável sobre o fechamento de quinta-feira. O Banco Central realizou leilão de compra por volta das 15h30 e adquiriu moeda à taxa de R$ 1,9535.
Risco
A taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+ (banco JP Morgan), cedeu 1,4%, de volta ao nível dos 143 pontos.
Devolução
O mercado devolveu as variações sobre a taxa de câmbio dos últimos dias, tendo em vista o feriado americano de segunda-feira (''Memorial Day''), o que usualmente esvazia os negócios do mercado brasileiro, que fica sem sua principal referência externa. Operadores lembram que a liquidação das operações no segmento interbancário são liquidadas em 48 horas.
Taxa média
A próxima semana promete ser agitada para os negócios no mercado cambial, com a formação da Ptax (taxa média) na quinta-feira. A Ptax do último dia do mês serve de referência para liquidação dos contratos futuros de dólar na BM&F. Nos dias que antecedem o vencimento, investidores que aplicam recursos na Bolsa de Futuros costumam entrar no mercado à vista para influenciar a formação dos preços do dólar.
Juros futuros
O mercado de juros futuros retomou a sucessão de quedas no último dia útil da semana. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,36% ante 11,42% quinta. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,72% para 10,63%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 10,43% para 10,33%.
Petróleo
Os preços do petróleo terminaram a semana quase no mesmo nível da semana passada nos Estados Unidos, na véspera do fim de semana de longas viagens de carro pelas férias de verão nos Estados Unidos, período de maior consumo no país. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em junho fechou em alta de US$ 1,02, a US$ 65,20. Sexta-feira passada, a commodity estava cotada a US$ 64,94.
Com agências





