Dia de alerta
As Bolsas subiram na manhã de ontem embaladas por notícias sobre fusões e aquisições e caíram à tarde após o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) Alan Greenspan afirmar, em teleconferência, que o mercado chinês vive uma bolha, por isso, ele teme uma ''contração dramática'' nas ações chinesas.

Efeitos
Segundo Greenspan, os mercados globais poderão ignorar a queda dos ativos. O alerta também adicionou volatilidade ao dólar e aos juros, que acentuaram as altas no fechamento. O risco Brasil foi pressionado e, após bater mínima histórica 135 pontos-base, terminou na máxima, em 140 pontos-base.

Bovespa
A bolsa paulista (Bovespa) encerrou a quarta-feira com retração de 0,76%, voltando a situar-se abaixo dos 52 mil pontos. A pontuação fechou nos 51.812,5 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 51.670 pontos (-1,03%) e a máxima de 52.505 pontos (+0,57%). Com a queda de ontem, a Bovespa passou a acumular, em maio, alta de 5,83%, e, no ano, de 16,50%.

Metais
O setor de metais voltou a ganhar as manchetes ontem depois que a gigante canadense do alumínio Alcan recomendou aos acionistas que rejeitassem a oferta de US$ 27,4 bilhões da concorrente norte-americana Alcoa. O boato de que a Alcan estaria discutindo com a BHP Billiton uma forma de se defender da oferta da Alcoa também fez preço oantem e ajudou a empurrar as ações da Vale para cima pela manhã.

Queda
À tarde, no entanto, os metais fecharam em queda na London Metals Exchange (LME), com a pressão do níquel e do cobre atingindo o restante do complexo. A Vale seguiu a trajetória e recuou 1,49% as ações ON e 1,45% as PN.

Wall Street
Em Nova Iorque, o Dow Jones caiu 0,11%, para 13.525,6 pontos, o Nasdaq cedeu 0,42%, para 2.577,05 pontos, e o S&P teve baixa de 0,12%, para 1.522,28 pontos. O petróleo, por sua vez, subiu: o contrato para julho na Bolsa de Nova York terminou em US$ 65,77 por barril, em alta de 0,40%.

Estoques
Segundo os operadores, o informe sobre os estoques norte-americanos na semana passada não aliviou os temores quanto à oferta de combustíveis às vésperas do início da temporada de férias de verão nos EUA. Aqui, as ações da Petrobras fecharam em elevação de 0,85% as ON e 0,64% as ON.

Ranking
As maiores altas do Ibovespa ontem foram de Net PN (+2,39%), Telemig PN (+2,31%) e Sabesp ON (+1,88%). Na outra ponta, Cosan ON liderou as perdas, com -3,79%, Votorantim Celulose e Papel (-2,95%) e Souza Cruz ON (-2,91%).

Bradesco
As ações PN do Bradesco tiveram a quarta maior movimentação de ontem, o que não é usual. O banco entrou na segunda-feira para o grupo de empresas com valor de mercado superior a R$ 100 bilhões. No final da tarde, o banco divulgou comunicado informando sobre a aquisição de até 15 milhões de ações para deixar em tesouraria e posteriormente, serem canceladas.


Dólar
O mercado de câmbio apontou a taxa de R$ 1,952 (valor de venda) nos últimos negócios de ontem, avanço de 0,41% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,040 para venda, estável sobre o fechamento anterior.

''Com o dólar a esses preços, a procura foi muito grande. e muitos clientes aproveitaram a taxa para antecipar o fechamento de contratos de importação. O Banco Central também tem atuado diariamente, o que tem ajudado a fortalecer a moeda'', afirmou Mauro Araújo, gerente de câmbio da corretora Vision. ''Hoje (ontem), por exemplo, ele (o BC) conseguir comprar moeda a R$ 1,95, um preço muito bom'', acrescenta.

Selic
Araújo lembra ainda que o mercado começa a formar consenso em torno de uma redução da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual na reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte do juro primário estreita a diferença entre as taxas domésticas e internacionais, que tornam o país tão atrativo para os investimentos externos e ajudou a derrubar a cotação da moeda nos últimos anos, na avaliação de especialistas. ''O mercado começou a ajustar suas posições'', avalia o corretor da Vision.

Juros futuros
Após as quedas sucessivas das jornadas anteriores, os principais contratos futuros de juros ajustaram para cima ontem. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,33% ante 11,30% terça. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,51% para 10,56%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,16% para 10,27%.

Com agências

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