MERCADO FINANCEIRO
Dia de rotina
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,41%, aos 52.208 pontos, ontem. Após o 19º pregão recorde, os investidores optaram por vender ações que valorizaram com força nos últimos dias e embolsar os ganhos. O volume financeiro foi de R$ 3,86 bilhões. As perdas do dia foram limitadas pelas valorizações no setor de telecomunicação.
Ações
As ações de operadoras dominaram o grupo dos papéis mais valorizados, no âmbito do Ibovespa (indicador que reúne os 60 ativos de maior giro da Bolsa). Telemar PN subiu 3,80%; Brasil Telecom PN teve ganhos de 2,69%; A ação preferencial da TIM teve alta de 2,65%.
Perdigão
A Perdigão anunciou a aquisição da empresa de alimentos holandesa Plusfood Groep BV por 30 milhões de euros (cerca de R$ 78,4 milhões). Segundo comunicado da empresa, concluído o processo de aquisição, a Perdigão será a primeira companhia brasileira do setor de alimentos com operações industriais na Europa. Ontem, nos últimos negócios da Bolsa, a ação preferencial da Perdigão subiu 5,03%. A ação de sua maior rival no mercado, a Sadia, também teve forte alta, de 3,84%.
Análise
O faturamento da companhia adquirida atinge cerca de 75 milhões de euros por ano, um negócio pequeno se comparado ao tamanho da Perdigão, porém abre perspectivas para o crescimento da companhia (brasileira) no mercado europeu, avaliou a corretora SLW.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,944 para venda nos últimos negócios de ontem, alta de 0,20%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,040, estável sobre o movimento de segunda-feira. O Banco Central anunciou leilão de compra às 15h36 e adquiriu moeda à taxa de corte de R$ 1,9451.
Risco
A taxa de risco-país marca 139 pontos, medida pelo indicador Embi+, do banco JP Morgan, em queda de 2,11% sobre a pontuação final registrada na segunda. Nos últimos 15 dias, duas agências de classificação de risco - a Fitch e a Standard & Poors - elevaram o rating (nota de risco de crédito) do Brasil. O mercado espera que, no médio prazo, a agência Moodys acompanhe o upgrade na avaliação sobre o país.
Juros futuros
Os principais contratos futuros de juros ajustaram em direções mistas ontem. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,30% ante 11,31% do dia anterior. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,50% para 10,51%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,15% para 10,16%.
Bradesco
O Bradesco superou pela primeira vez os R$ 100 bilhões em valor do mercado. O banco é a terceira empresa brasileira e primeira instituição financeira a ultrapassar essa marca no país. Segundo cálculos da consultoria Economática, que considera apenas as companhias com ações em Bolsa de Valores, o Bradesco atingiu R$ 100,368 bilhões em valor de mercado, ficando atrás da Petrobras (R$ 221,014 bilhões) e da Companhia Vale do Rio Doce (R$ 198,349 bilhões).
Causas
O bom desempenho do setor financeiro e o apetite dos investidores por ações na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) impulsionam os valores de instituições financeiras brasileiras. Neste ano, até segunda, as ações ordinárias do Bradesco acumulam alta de 21,6% e as preferenciais, de 15,94%. O próximo a superar essa marca deve ser o grupo Itaú, que até segunda-feira somava R$ 99,4 bilhões em valor de mercado.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram com as realizações de lucro da véspera da divulgação das reservas americanas. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para entrega em junho recuou US$ 1,30, cotado a US$ 64,97. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho caiu 97 centavos, terminando a US$ 69,52.
Dívida
A incidência dos juros sobre o total de títulos em poder do mercado fez a dívida pública interna subir mais de R$ 8 bilhões em um único mês. O total desses papéis em circulação (estoque) está em R$ 1,151 trilhão, um aumento de 0,77% em relação ao mês anterior (R$ 1,142 trilhão).
Juros
No período, os juros apropriados foram de R$ 10,8 bilhões. Esta despesa foi parcialmente compensada pelo resgate líquido (retirada de papéis acima do valor emitido) de R$ 1,88 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Tesouro Nacional. No ano, a dívida já cresceu R$ 57,970 bilhões, uma alta de 5,3% em relação a dezembro (R$ 1,093 trilhão).
PAF
O valor da dívida interna está dentro do previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF), que prevê que neste ano ela ficará entre R$ 1,230 trilhão e R$ 1,300 trilhão. Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,278 trilhão em março para R$ 1,285 trilhão em abril, um crescimento de 0,6%.
(Com agências)





