Novo patamar
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalizou o pregão de ontem em novo patamar recorde de pontos, aos 52.077, com valorização de 0,86%. Trata-se do 18º recorde consecutivo da Bolsa, que já acumula valorização de 17,1% em 2007. O volume financeiro foi de R$ 3,87 bilhões.

Script
A Bolsa seguiu o ''script'' esperado por analistas de mercado, sustentando a tendência de alta, mas com realizações pontuais ao longo do dia. O mercado brasileiro, que por momentos ficou descolado dos pregões americanos, voltou a seguir de perto a Bolsa de Nova York.

EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones teve ganhos de 0,59%, aos 13.556 pontos. O Standard & Poor's 500 valorizou 0,75%, aos 2,558 pontos. Nos EUA, o índice de confiança do consumidor na economia bateu a marca dos 88,7 pontos na medição preliminar de maio, quando a maioria dos analistas projetava 86,5. O otimismo dos consumidores acima do esperado ajudou a puxar a Bolsa americana para seu 24º recorde somente neste ano.

Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,962 para venda, em alta de 0,46%, nos últimos negócios de ontem. O Banco Central adiantou o horário de seu habitual leilão de compra de moeda, das 15h40 para as 12h40, ajudando a sustentar a alta da cotação. Próximo ao horário de encerramento das operações, a taxa de risco-país acelerou o ritmo de queda e alcançou nova mínima histórica, aos 140 pontos.

Repique
''Hoje foi somente um repique. A moeda caiu muito nos últimos três dias e o próprio mercado corrige esses exageros. Não houve qualquer reversão de tendência'', afirmou Mário Paiva, analista da corretora Liquidez. Ele estima que a taxa cambial deve se manter no patamar dos R$ 1,95 pelo menos neste mês.

Juros futuros
Após as fortes quedas dos últimos dias, os contratos futuros de juros também passaram por ajustes na jornada de ontem. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,32% ante 11,33% quinta. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,48% para 10,54%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,15% para 10,22%.

Empresas
Levantamento da consultoria Economática mostra que a Companhia Vale do Rio Doce, a Petrobras e os bancos responderam por 55,4% dos lucros trimestrais já divulgados, em uma amostra de 264 empresas de capital aberto. A Bovespa possui 412 empresas listadas.

Lucro
O lucro dessas empresas somou R$ 29,3 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 14% sobre os R$ 25,7 bilhões registrado no início de 2006. A Petrobras perdeu participação no bolo total - de 26,7% para 14,1% - entre os dois trimestres.

Vale
A Vale, por sua vez, aumentou sua importância no montante. Respondeu por 8,7% do lucro apurado no primeiro trimestre de 2006, fatia que saltou para 17,3% neste ano. A Vale teve resultado recorde, que pela primeira vez ultrapassou a marca dos US$ 2 bilhões, sendo puxado pelo aumento dos preços do minério de ferro, que elevou em 77% a receita líquida da companhia.

Petrobras
O lucro da Petrobras caiu em 38% no primeiro trimestre deste ano, ficando em R$ 4,131 bilhões - contra R$ 6,675 bilhões no mesmo período do ano passado.

Bancos
O setor bancário manteve sua posição de liderança no ranking dos maiores lucros setoriais, embora tenha perdido participação no bolo total de lucros -de 25,7% para 24%. Juntas, as 20 empresas do segmento bancário alcançaram ganhos somados de R$ 7,044 bilhões, de acordo com a Economática.

Energia elétrica
Em segundo lugar, o setor de empresas de energia elétrica representou 12,4% da soma total de ganhos, ante 11,2% no ano passado. As 36 companhias do setor acompanhadas pela consultoria apresentaram ganhos somados de R$ 3,658 bilhões.

TAM
A TAM mal anunciou o acordo com a norte-americana United, ontem, e já se prepara para oficializar uma parceria estratégica com a Lufthansa. A empresa convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na segunda-feira para detalhar o acordo com a companhia alemã. O acordo com a Lufthansa será a quarta parceria internacional da TAM em menos de um mês, numa clara reação à compra da Varig pela Gol, no final de março. Os outros acordos são com a portuguesa TAP e a chilena LAN.

Com agências

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