MERCADO FINANCEIRO
Reflexos de confiança
A confiança dos investidores na economia brasileira cresceu com o upgrade do Brasil pela Standard & Poor's e justificou nova mínima histórica do risco Brasil para 143 pontos-base ontem. Também aumentaram as apostas de que o próximo Copom poderá ser mais agressivo. O otimismo foi traduzido pela queda das taxas de juros futuras e também das NTN-B ofertadas, além do resultado positivo do leilão de prefixados do Tesouro.
Prefixados
Um dia depois da elevação da avaliação do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o governo federal conseguiu hoje vender títulos prefixados com prazo de 10 anos com taxa de apenas um dígito. Foi a menor taxa já obtida pelo Tesouro Nacional para papéis prefixados da dívida doméstica e veio no rastro da queda do risco país para níveis recordes.
Taxa
Títulos prefixados têm a taxa definida na hora do leilão e, por isso, são considerados de menor risco para o governo em caso de choques na economia que façam os juros subirem. As Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F) foram vendidas no leilão de hoje com taxa média de 9,944%.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em retração de 0,21%, aos 51.631 pontos, ontem. O mercado brasileiro operou colado aos pregões americanos, que encerraram o dia em leve queda, repercutindo a alta do barril de petróleo e indicadores econômicos contraditórios. O volume financeiro foi de R$ 3,98 bilhões.
Ranking
As maiores baixas do Ibovespa hoje ficaram com Sadia PN (-3,03%), Telemar Participações ON (-2,53%) e Braskem PNA (2,26%). As maiores altas, por sua vez, foram registradas por Petróleo Ipiranga PN (+2,93%), Eletropaulo PNB (+2,41%) e Celesc PNB (+2,24%).
Câmbio
O dólar comercial finalizou o dia praticamente estável, cotado a R$ 1,953 para venda, em leve queda de 0,05%. O Banco Central realizou um leilão de compra de moeda.
EUA
Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em baixa de 0,08%, aos 13.476 pontos. O índice Standard & Poor's cedeu 0,09%, aos 1.512 pontos. Analistas de mercado salientam que a tendência para as Bolsas permanece de alta, mas que os níveis recordes de preços estimulam ''realizações de curto prazo'', isto é, vendas de ações muito valorizadas para embolsar os ganhos dos pregões anteriores. No pico do dia, o índice Ibovespa chegou perto dos 52 mil pontos.
Motivos
Os investidores encontraram ontem pelo menos dois ''motivos'' para liquidar papéis: o índice que apura o desempenho dos principais indicadores econômicos dos EUA teve queda de 0,5% em abril, revertendo o ganho de 0,6% em março. As projeções médias de mercado apontavam estabilidade.
Seguro-desemprego
Pouco antes, o governo americano havia revelado que a demanda por seguro-desemprego caiu 5 mil pedidos na semana passada, reforçando a percepção sobre a força do mercado de trabalho americano.
Petróleo
Ao quadro contraditório mostrado pelos indicadores econômicos, somou-se a alta do barril de petróleo, que bateu os US$ 64,86 na praça de Nova York, em meio a preocupações sobre a proximidade da temporada em que os americanos usualmente aumentam seu consumo de gasolina.
Juros futuros
As projeções de juros caíram forte quarta-feira no mercado futuro da BM&F e voltaram a ceder na jornada de ontem. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,33% ante 11,34% na quarta. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 10,51% para 10,48%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 10,22% para 10,15%.
Com agências





