Dia de poucos negócios
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sofreu baixa de 0,77%, aos 50.510 pontos, no pregão de ontem. O mercado ficou à espera do CPI (índice de preços ao consumidor, nos EUA), um dos mais importantes indicadores econômicos do mês, e teve um dia de poucos negócios, com volume financeiro de somente R$ 2,84 bilhões, contra uma média diária em torno dos R$ 4 bilhões nos últimos meses. A valorização das ações da Petrobras, que respondeu por mais de 15% do giro total, limitou as perdas do dia.


Balanços
Em um mercado fortemente vinculado à temporada de balanços trimestrais, o CPI de abril ganhou importância maior após o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) ter mostrado preocupação com a existência de possíveis pressões inflacionárias na economia americana.

Consenso
O consenso dos economistas de bancos e corretoras aponta variação de 0,5% no mês. O ''núcleo'' do indicador (o mesmo índice, mas recalculado sem os preços mais voláteis) deve oscilar 0,2% e pode influenciar com mais força as Bolsas na jornada de hoje.


Petrobras
O mercado repercutiu ainda os resultados da maior empresa brasileira - a Petrobras-, divulgados na sexta-feira após o encerramento dos negócios. O lucro de R$ 4,131 bilhões é 38% inferior ao desempenho registrado para o primeiro trimestre do ano passado e ficou abaixo das expectativas de mercado.

Influências
Entre outros fatores, o resultado foi influenciado pela despesa não-recorrente de R$ 1,04 bilhão devido à repactuação do plano de pensão Petros. A ação preferencial da Petrobras, a mais negociada do mercado, encerrou o pregão em leve alta de 0,27%, para R$ 45,35.

Preocupações
Em boletim aos clientes, a corretora Planner manifestou preocupações de que a rentabilidade futura da estatal petrolífera sofra o impacto da ''constante e significativa elevação nos custos de exploração, produção e de refino'' e salientou as ''dificuldades que a empresa têm pra elevar sua produção de forma consistente''.

Dificuldades
A analista-chefe da corretora Ativa, Mônica Araújo, também manifestou que ''dificuldades na área produtiva'' devem levar a estatal a rever sua meta de aumento da produção nacional para 1,918 milhão de barris/diárias neste ano. A especialista, no entanto, avalia que a empresa pode ser ''capaz de superar essas dificuldades na área de produção no médio prazo'' para ''elevar consistentemente a capacidade de produção no Brasil''.

Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,009 valor de venda, nos últimos negócios de ontem, número 0,49% inferior ao fechamento de sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,120, em queda de 0,47%. Corretores informaram que o dia foi pouco movimentado, em linha com o baixo giro financeiro verificado na Bolsa de Valores. Na cotação máxima, a taxa chegou a R$ 2,017 e, na mínima, a R$ 2,009 (valor de fechamento). Trata-se da menor taxa cambial em seis anos.

Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na BM&F projetaram taxas menores na comparação com os fechamentos de sexta-feira. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,46% ante 11,47% na semana passada. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 10,75% para 10,73%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 10,52% para 10,50%.

Caixa
A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que teve lucro de R$ 777,574 milhões no primeiro trimestre de 2007. O resultado, anunciado ontem, é 11,15% maior que o lucro de R$ 699,579 milhões do primeiro trimestre de 2006. De acordo com a Caixa, as contratações de crédito no primeiro trimestre subiram 19,5% em relação a igual período do ano passado e chegaram a R$ 12,3 bilhões.

Poupança
Já a caderneta de poupança fechou o trimestre com R$ 63,4 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 17,9%. A captação líquida da caderneta no primeiro trimestre foi de R$ 2,2 bilhões, impulsionada principalmente pela redução da taxa básica de juros, a Selic, e também por campanha publicitária promovida pela instituição.

Bancos
A agência de classificação de risco de crédito Fitch Ratings elevou os rating dos bancos brasileiros, após ter anunciado, na última quinta-feira, a melhora do teto soberano do País, para ''BBB-'', que é o primeiro nível de grau de investimento. Com a decisão de ontem, passam a ter nota para probabilidade de default do emissor (IDR) em moeda estrangeira, de ''BBB-'' (grau de investimento), as seguintes instituições financeiras: ABN Amro Real, Banco Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Holding Financeira, Banco Itaú, Itaú BBA, Santander Banespa, UBS Pactual, Votorantim e Unibanco. A Bradesco Seguros já tinha sua nota para vigor financeiro de seguradora de ''BBB-'', que foi elevada para ''BBB''.

Com agências

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