Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em leve queda de 0,01% ontem, aos 50.277 pontos. A jornada de perdas foi limitada pela valorização das ações dos bancos, em temporada de divulgação de balanços trimestrais. O volume financeiro foi de R$ 3,86 bilhões.

Espera
À espera da decisão do Fomc (comitê de política monetária dos EUA), os investidores optaram por liquidar as ações mais valorizados, após a Bolsa atingir níveis históricos de preços nas últimas semanas.

Bancos
Escaparam à derrocada geral, no entanto, os papéis de alguns dos principais bancos do país: a ação preferencial do Banco do Brasil valorizou 4,04%; a ação do Itaú subiu 0,49%, enquanto o papel do Bradesco avançou de 0,84%.

Lucros
Na segunda-feira, o Bradesco divulgou lucro recorde de R$ 1,7 bilhão e ontem, o Itaú anunciou ganhos de R$ 1,9 bilhão, acima das projeções do mercado. No próximo dia 15, será a vez do Banco do Brasil.

Momento 'muito bom'
''O setor bancário está passando por um momento particularmente muito bom. O crédito está crescendo e a inadimplência mostrou algum arrefecimento'', afirma Kelly Trentim, gerente da área de análise de empresas da corretora SLW. Ela destaca o crescimento da carteira de empréstimo pessoal e do segmento de veículos do Bradesco, apontando para um consumo aquecido.

BB
A analista também espera que o BB apresente resultados fortes no primeiro trimestre. Ela lembra que a instituição financeira pode ser beneficiada pela recuperação do setor agrícola, que afetou sua carteira de crédito nos últimos trimestres.


Câmbio
O dólar comercial finalizou os negócios à cotação de R$ 2,023 para venda, em leve alta de 0,09% sobre a taxa de encerramento de segunda. O Banco Central realizou uma intervenção no mercado de câmbio logo pela manhã, o que sustentou o preço da moeda americana.

Leilão de swap
Pouco depois das 11h, o BC anunciou um leilão de ''swap reverso'', contrato cambial que usualmente puxa as cotações para cima. Nesse contrato, a autoridade oferece um título em que ganha a variação cambial do período, enquanto os bancos, a variação dos juros bancários do período. Por isso, analistas de instituições financeiras dizem que o leilão de swap funciona como uma compra de dólar no mercado futuro.

Leilão de compra
Perto das 16h, a autoridade monetária voltou a entrar no mercado, com seu habitual leilão de compra de moeda, com a taxa de corte de R$ 2,022. Além dos fundamentos econômicos (saldo comercial positivo), o dólar cai, em parte, por razões puramente de mercado de capitais: quase não se encontra compradores, tanto no mercado à vista no mercado futuro, porque se espera que a moeda americana ainda possa cair mais.


Puxando cotações
Quando o BC realiza um leilão de compra ou um leilão de swap cambial, ele se torna um dos poucos compradores da praça, o que puxa as cotações, ainda que por um período curto.

Expectativas
O último boletim das expectativas de mercado, coletadas pelo BC, mostra que a maioria dos economistas de bancos e corretoras projeta uma taxa cambial de R$ 2,05 para dezembro. A expectativa de curtíssimo prazo, no entanto, é de que taxa cambial ainda rompa o ''piso'' dos R$ 2, como já ameaçou fazer na semana passada.

Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) apontaram juros mais altos na comparação com os fechamentos de segunda-feira. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,50% ante 11,48% do dia anterior. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,75% para 10,77%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,52% para 10,53%.


Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve alta, após seis semanas de baixa, sustentados pela nova onda de ataques na Nigéria, primeiro produtor africano de petróleo. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em junho ganhou 79 centavos, fechando a US$ 62,26.

Com agências

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