MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) valorizou 0,76% no fechamento e cravou nova marca histórica, aos 50.597 pontos, no pregão de ontem. A economia americana continua a dar mostras de crescimento moderado, sem maiores pressões inflacionárias, o que animou os mercados. O valor financeiro foi de R$ 4,05 bilhões.
Câmbio
O dólar comercial finalizou o dia negociado a R$ 2,035 para venda, em alta de 0,34%. O Banco Central agiu no mercado de forma inédita e realizou dois leilões de compra de moeda. A taxa de risco-país bateu os 156 pontos no final da tarde, número 1,96% superior à pontuação final de quinta-feira.
À espera
Na próxima quarta-feira, o Fomc (o comitê de política monetária dos EUA) vai decidir a nova taxa básica de juros do país. O consenso de mercado aponta para a manutenção dos juros em 5,25% ao ano. O Fed, no entanto, chegou a sinalizar no início de abril que novas altas de juros nos EUA poderiam ser necessárias, o que deixou os investidores em suspense a cada novo indicador que pudesse apontar para alguma pressão inflacionária fora de controle.
Alívio
Os indicadores divulgados entre quinta-feira e ontem funcionaram como um alívio em relação às piores expectativas. Na quinta-feira, o governo americano revelou que o nível de produtividade do trabalhador americano subiu além do esperado, e ontem, o Departamento do Trabalho informou uma geração de postos de trabalho moderada.
Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na BM&F apontaram juros em queda. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,47% ante 11,53% na quinta-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,83% para 10,77%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 10,55% para 10,52%.
Balanço
Balanço mensal divulgado ontem revelou que a Bovespa registrou volume recorde de R$ 84,6 bilhões em abril, o que representa uma média diária de R$ 4,2 bilhões e 125 mil negócios. Em março, a Bovespa girou
R$ 76,8 bilhões, com média diária de R$ 3,5 bilhões em 123 mil negócios.
Mais negociadas
As ações mais negociadas em abril foram Petrobras PN (R$ 8,37 bilhões), Vale do Rio Doce PNA (R$ 6,57 bilhões), Usiminas PNA (R$ 2,53 bilhões), Bradesco PN (R$ 2,27 bilhões) e Vale do Rio Doce ON (R$ 1,82 bilhão).
Operações
O mercado à vista respondeu por 93,7% do volume total em abril, seguido pelo de opções, com 3,7%, e pelo mercado a termo, com 2,6%. O after market negociou
R$ 215,288 milhões, ante R$ 255,825 milhões em março.
Investidores
As aplicações realizadas por investidores estrangeiros continuaram liderando a movimentação financeira da Bovespa em abril, representando 33,05% do total, mas recuaram em relação a março, quando representaram 34,52%. Os investidores institucionais responderam por 30,19% do volume total, ante 28,85% no mês anterior; as pessoas físicas ficaram com 21,45%, contra 24,95%; as instituições financeiras, com 13,75%, ante 10,19%; as empresas, com 1,46%, ante 1,33%; e outros com 0,10%, contra 0,15%.
Internet
O Home Broker (sistema de negociação via internet) bateu novos recordes em abril, atingindo a marca de 106.986 investidores e movimentando R$ 10,7 bilhões (7,48% do volume total) em 1,3 milhão de negócios (26,69% do total). O valor médio por negócio foi de
R$ 8,4 mil, frente a R$ 8,6 mil em março. Em abril, 58 corretoras ofereciam o serviço, duas a mais que em março.
Estrangeiros
A Bovespa informou ainda que a participação dos investidores estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo IPOs (ofertas iniciais), atingiu R$ 8,454 bilhões de janeiro a abril deste ano, equivalente a 74,5% do total captado nas ofertas, que alcançou R$ 11,346 bilhões.
Fluxo
O fluxo de investimentos estrangeiros na Bovespa encerrou o mês com saldo positivo de R$ 1,214 bilhão, acumulando no ano entrada líquida de R$ 1,517 bilhão. O Ibovespa encerrou o mês de abril com alta de 6,8%, a 48.956 pontos.
Novo patamar
O valor de mercado (capitalização bursátil) das 366 empresas com ações negociadas na Bovespa alcançou novo patamar histórico em abril de R$ 1,75 trilhão, ante R$ 1,63 trilhão em março.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram ontem pela quinta sessão consecutiva, ao término de uma semana marcada, no entanto, pelo contínuo recuo dos estoques de gasolina nos Estados Unidos e a multiplicação dos seqüestros na Nigéria. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para entrega em junho perdeu 1,26 dólar, fechando a US$ 61,93.
Com agências





