MERCADO FINANCEIRO
Dia de recuperação
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,05%, aos 49.471 pontos, o primeiro pregão do mês de maio, acompanhando a recuperação das Bolsas americanas. O mercado brasileiro, mesmo operando em níveis históricos de preços, atrasa um provável movimento de correção dos preços, expectativa que permanece no horizonte dos analistas de bancos e corretoras. O volume financeiro foi de R$ 4,34 bilhões.
Telemig
A Telemig Participações divulgou lucro de R$ 43 milhões no primeiro trimestre do ano, 52% superior ao resultado para o mesmo período de 2006 e acima das expectativas médias do mercado (R$ 30 milhões). A ação preferencial da holding valorizou 2,44% no dia.
Novidade
Começou ontem a vigorar a nova composição do índice Ibovespa, com a inclusão das ações ordinárias de CPFL Energia e Lojas Renner. Os papéis estão entre os maiores altas do dia, com altas de 7,93% e 6,03%.
Telecomunicações
O mercado continua à espera de novos desdobramentos no Brasil com a aquisição do controle da Telecom Italia pelo grupo espanhol Telefônica e um consórcio de bancos italianos. O conglomerado italiano e o grupo espanhol detém participações importantes nos dois principais operadores de telefonia móvel no Brasil e, portanto, as conseqüências da operação no país dependem da manifestação dos órgãos de concorrência pública.
Cenários
A Unibanco Corretora apontou três possíveis cenários internos para a conclusão do caso: primeiro, a Telefônica sai da Vivo (que compartilha com a Portugal Telecom) e reinveste os recursos para aumentar sua participação na TIM (controlada pela Telecom Italia).
Cenários 2
Em uma segunda hipótese, o grupo espanhol compra a parte da Portugal Telecom na Vivo e consolida uma fusão com a TIM; e em um terceiro cenário, considerado mais provável pela corretora, a Telefônica mantém as duas companhias como estão hoje, mas concentra investimentos na Vivo.
Habilidades
Tudo considerado, nós acreditamos que a consolidação vai depender das habilidades de cada companhia em buscar recursos, gerar receitas, fechar acordos com os distintos participantes de cada estrutura acionária e, acima de tudo, obter a aprovação correspondente dos órgãos regulares envolvidos, avalia o analista Carlos Constantini.
Câmbio
O dólar comercial finalizou os negócios do dia a R$ 2,024 para venda, em queda de 0,63%. O preço da moeda oscilou entre a cotação máxima de R$ 2,034 e de R$ 2,023, a mínima no dia. A taxa cambial foi negociada em queda nos primeiros negócios do dia, queda que somente acentuou ao longo do dia e forçou a entrada do Banco Central, por duas vezes.
Leilões
O Banco Central anunciou um leilão de compra por volta das 14h30 - comprando moeda a R$ 2,026 - e quase uma hora depois, comunicou a realização de um leilão de swap cambial reverso, operação equivalente a uma compra de dólar futuro e que, usualmente, pressiona as cotações para cima. O BC ofereceu contratos com vencimento para maio de 2007, 2008 e 2009.
Notícias
O mercado, no entanto, sofreu o impacto de duas notícias macroeconômicas que sancionaram a tendência de baixa da taxa cambial. Primeiro, o Ministério do Desenvolvimento divulgou um resultado recorde para a balança comercial (exportações menos importações) no mês de abril, com saldo positivo em US$ 4,203 bilhões em abril. No acumulado de 2007, o superávit foi de US$ 12,986 bilhões, um aumento de 4,3% na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado (US$ 12,446 bilhões).
Entradas
Pouco depois, o BC revelou que a entrada de dólares no país bateu recorde no mês passado, com ingresso de US$ 10,728 bilhões (entradas menos saídas de recursos financeiros). O recorde anterior foi em março de 1998, quando o fluxo cambial ficou positivo em US$ 10,3 bilhões. Em abril de 2006, o fluxo foi de US$ 609 milhões.
Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na BM&F apontaram taxas mais baixas na comparação com a jornada de segunda-feira. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,56% ante 11,61% na segunda. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 10,98% para 10,89%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 10,74% para 10,61%.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em baixa ontem, apesar de uma nova redução dos estoques da gasolina nos Estados Unidos, onde os operadores esperam a reconstituição das reservas com o incremento da taxa de atividade nas refinarias. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do light sweet crude para entrega em junho perdeu 72 centavos, fechando a US$ 63,68. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril do Brent do mar del Norte para entrega em junho baixou 75 centavos, terminando em US$ 66,25.
Com agências





