MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa) fechou em alta de 0,33%, aos 49.229 pontos, ontem. O pregão brasileiro acompanhou a frustração do mercado com o PIB americano, mas a recuperação dos negócios nos EUA ajudou a Bolsa a virar a tendência de queda predominante no dia. O volume financeiro foi de R$ 3,25 bilhões. Na semana, a Bovespa acumula queda de 0,36% e no mês, de 7,48%.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Ipiranga Petróleo PN (+3,67%), Vivo PN (+3,54%), Tim Par ON (+3,11%). As maiores baixas foram Cyrela ON (-4,79%), Cosan ON (-4,20%) e ALL Unit (-2,92%).
Lucros
O crescimento abaixo do previsto do PIB americano logo pela manhã disparou um movimento de realização de lucros (venda de papéis muito valorizados) nos pregões dos EUA e do Brasil. Em Wall Street, os investidores começaram a contrastar as perdas na medida em que mais empresas importantes anunciaram lucros no trimestre acima do previsto por analistas de bancos e corretoras.
Wall Street
As Bolsas americanas registraram perdas durante boa parte do pregão, mas acabaram por encerrar o dia em alta. O índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, fechou com elevação de 0,12%, com nova pontuação recorde (13.120 pontos). A Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,11% e foi a seu maior patamar em seis anos.
Empresas
Foram os resultados de empresas que continuam a sustentar a valorização da
Bovespa, que continua ''atrasando'' a forte realização de lucros esperada por investidores e economistas. ''Tecnicamente, tem espaço para uma realização de lucros, e isso deve acontecer. Agora, quem está migrando na Bolsa, como os estrangeiros, não deve entrar hoje e sair amanhã'', avalia Márcio Cardoso, da corretora Título, que destaca o fluxo de recursos de investidores estrangeiros como um dos fatores de alta das ações.
Vale
A Companhia Vale do Rio Doce detalhou ontem seu plano de investimentos para 2007, com um acréscimo de US$ 1 bilhão no orçamento originalmente divulgado. Dos investimentos previstos pela mineradora, US$ 4,904 bilhões vão para projetos, US$ 452 milhões para pesquisa e desenvolvimento, e US$ 1,995 bilhão para a manutenção de operações já existentes.
Boletim
A corretora Planner, em boletim aos investidores, destacou a revisão dos investimentos como um reflexo da ''forte demanda por minerais e a alta dos preços'', o que eleva a demanda por bens de capital utilizados em minas. ''No entanto, o maior volume de investimentos resultará em um maior desembolso de caixa da empresa, sendo que uma parte deste acréscimo será puramente monetário, sem correspondência em termos de acréscimo de produção'', avaliam os analistas da corretora.
Câmbio
A taxa de câmbio de fechamento foi R$ 2,032, no valor de venda, em alta de 0,19%. Na semana, a taxa valorizou 0,20%, mas no mês, sofreu desvalorização de 1,36%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (do banco JP Morgan), permanece estável em 148 pontos.
Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na BM&F apontaram taxas mais altas na comparação com a jornada de quinta-feira, com exceção a janeiro de 2008. Neste contrato, a taxa projetada passou de 11,61% para 11,60% ao ano. O contrato de janeiro de 2009 apontou taxa de 11% contra 10,98%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,78% para 10,79%.
Euro
O euro chegou ontem a US$ 1,3682, o valor mais alto desde seu primeiro dia de cotação, em 1999, puxado pela divulgação dos dados decepcionantes sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano.
Disparada
A disparada do euro, que bateu recordes históricos ontem em relação ao dólar e ao iene, pode ser explicada em grande parte pela melhora da economia da zona euro, enquanto os Estados Unidos atravessam uma fase difícil e a recuperação japonesa é ainda frágil.
Números
A economia dos EUA cresceu apenas 1,3% no primeiro trimestre de 2007, contra os 2,5% registrados no mesmo período de 2006. O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba, aliás, de rever em forte baixa sua previsão de crescimento para a economia americana em 2007, a 2,2%, contra os 2,9% anunciados em setembro passado, apesar de esperar uma retomada de 2,8% a partir de 2008.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em alta, ao final de uma semana marcada pelo
aumento das tensões geopolíticas, na Nigéria e na Arábia Saudita, e por uma nova queda das reservas de gasolina nos EUA, a um mês do início da temporada de alto consumo. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em junho subiu US$ 1,40 para US$ 66,46. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho ganhou 76 centavos, fechando a US$ 68,41.
Com agências





