MERCADO FINANCEIRO
Novo recorde
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) valorizou 1,23% no encerramento dos negócios ontem. O principal índice de preços das ações, o Ibovespa, encerrou o dia na marca histórica dos 49.675 pontos e bateu novo recorde. Em seu pico do dia, o indicador chegou a bater 49.815 pontos. No mês, a Bolsa acumula valorização de 8,45%. O volume financeiro do dia foi de R$ 3,72 bilhões.
Livro Bege
A Bolsa operou com valorização modesta durante todo o dia e somente tomou fôlego após a divulgação do chamado ''Livro Bege'', documento preparado pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) a partir dos relatórios de 12 distritos do órgão americano sobre a economia do país.
Expansões moderadas
No documento divulgado ontem, a autoridade monetária nota que ''a maioria dos distritos do Federal Reserve notaram expansões somente modestas ou moderadas na atividade econômica desde o informe anterior (de 7 de março)''.
Leitura positiva
O mercado fez uma leitura positiva do ''Livro Bege'', ao comparar com a edição anterior do documento, de março, quando o Fed somente mencionava somente uma ''expansão modesta da atividade econômica''.
Sutileza?
''O acréscimo do termo 'moderado' pode parecer somente uma sutileza, mas é um dado importante em se tratando do Fed'', avalia o economista-chefe do banco Schain, Sílvio Campos Neto.
Visão benigna
''O Livro Bege mostrou uma visão mais benigna da economia americana. Mostrou que as vendas no varejo foram positivas e que os preços no setor de consumo ficaram estáveis, o que é muito importante. Notou que mercado de trabalho continua pressionado, mas fez a ressalva que os salários cresceram de forma modesta'', acrescenta.
Imobiliário
Sobre o setor imobiliário, o economista nota que, apesar de chamar a atenção para as vendas declinantes no setor de casas residenciais, o ''Livro Bege'' apontou que as vendas de construções comerciais mostrou força razoável no período.
Câmbio
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,021 nos últimos negócios de ontem, em forte queda de 0,73%, apesar das intervenções repetidas do Banco Central no mercado de câmbio. Trata-se do declínio mais acentuado da taxa de câmbio desde 29 de novembro de 2006. A taxa de risco-país, medido pelo índice Emb+ (calculado pelo banco JP Morgan), cai 1,33%, para 148 pontos.
Leilão
O BC realizou por volta das 12h30 um leilão de swap reverso - de US$ 400 milhões - que tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro e tende a pressionar as taxas de câmbio. Por volta das 15h30, a autoridade monetária voltou a comprar, com seu habitual leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa de câmbio oscilou entre a cotação máxima de R$ 2,033 e a mínima de R$ 2,019 hoje.
Aviso
''A queda de hoje mostrou que o problema não é avisar ou não avisar com antecedência (o leilão de swap reverso). A questão é outra'', afirma o economista e diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme. ''Há novos players no mercado e está todo mundo especulando com a queda do dólar'', acrescenta. Segundo o economista, até mesmo exportadores e importadores estão jogando com a cotação da moeda para ganhar com a arbitragem entre o preço do dólar à vista e a cotação no mercado futuro.
Juros futuros
Os principais contratos DI negociados na BM&F projetaram taxas em queda. No
contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada passou de 11,61% para 11,57%
ao ano. O contrato de janeiro de 2009 apontou taxa de 10,91% contra 11,01% terça. No contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 10,80% para 10,69%.
Efeito IPCA
Analistas chamaram a atenção para a desaceleração do IPCA-15, que é uma prévia do índice oficial de preços para as metas de inflação do BC. O IPCA-15 ficou em 0,22% ante 0,41% registrada em março, abaixo das expectativas de 0,25% dos analistas de mercado.
Petróleo
Os preços do petróleo aumentaram ontem, depois de uma nova queda nas reservas de gasolina nos Estados Unidos, em baixa pela décima primeira semana consecutiva, antecipando um mercado tenso ante a aproximação da temporada de alto consumo de combustíveis. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em junho subiu US$ 1,26 fechando a US$ 65,84. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho subiu US$ 1,41 a US$ 68,57.





