Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,19% ontem, aos 49.070 pontos. A Bolsa brasileira manteve o movimento de realização de lucros (venda de papéis muito valorizadas) iniciado na segunda-feira, mas as perdas foram limitadas pela recuperação dos pregões americanos próximo ao encerramento do pregão. O volume financeiro foi considerado baixo: R$ 3,01 bilhões, e operadores apontaram que o giro de negócios à tarde foi bastante esvaziado.


Câmbio

O dólar comercial finalizou o dia cotado a R$ 2,036 para venda, em leve queda de 0,04%. A taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+, retornou ao patamar dos 150 pontos, uma elevação de 0,67% sobre a pontuação final de segunda.


Cautela

O baixo giro de negócios refletiu a cautela dos investidores na véspera da divulgação de dois indicadores econômicos importantes: o notório ''Livro Bege'', compilação de dados macroeconômicos, que fundamenta as decisões sobre a política monetária dos EUA; e o volume de vendas de casas novas relativo a março.


Contribuição

Ontem, um dos reportes econômicos que contribuíram para piora das Bolsas americanas foi justamente sobre o setor imobiliário: a comercialização de casas existentes teve seu pior declínio desde 1989, e frustrou as expectativas sobre a recuperação do segmento.


Wall Street

Os pregões americanos, que fecharam em território positivo, refletiram balanços trimestrais melhores do que o esperado, a exemplo da gigante do setor telefônico AT&T, cujos lucros quase dobraram entre 2006 e 2007. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia em alta de 0,26%, aos 12.953 pontos.


Klabin

No front doméstico, a Klabin divulgou lucro de R$ 166 milhões no primeiro trimestre deste ano, com crescimento modesto de 1,7% sobre o resultado para o início de 2006. ''O resultado da Klabin no primeiro trimestre veio operacionalmente em linha com as expectativas do mercado, mostrando crescimento mais forte das vendas ao mercado externo'', avalia a analista-chefe da corretora Ativa, Mônica Araujo, em boletim distribuído aos investidores.


Aumentos

A analista espera novos aumentos para o preço do papel tipo ''kraftliner'' (papel de embalagem) e o início das operações de nova máquina na planta de Monte Alegre (PR) em outubro, com impacto efetivo nas vendas a partir de 2008.


Juros

No mercado futuro de juros, os contratos DI negociados na BM&F projetaram taxas mais altas na comparação com a jornada anterior. O contrato DI de janeiro de 2008 apontou juro de 11,61% contra 11,58% na segunda-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 10,97% para 11,01%. O contrato de janeiro 2010 projetou taxa de 10,80% contra 10,78% no fechamento de segunda.


Transações correntes

O Banco Central divulgou ontem informações que reforçaram a interpretação do mercado de que a autoridade monetária, ainda que tenha atuado mais agressivamente, não consegue reverter a tendência de queda da taxa cambial, por conta do fluxo positivo de investimentos.


Crescimento

O BC revelou que a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil cresceu quase 70% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período em 2006. A expectativa para o ano é que essas entradas somem US$ 20 bilhões. Em 2006, elas somaram US$ 18,782 bilhões.


Saldo

O saldo de transações correntes foi superavitário em US$ 817 milhões em março, influenciado principalmente pelo superávit comercial de US$ 3,324 bilhões e pelas transferências unilaterais, que somaram US$ 345 milhões. Somente no mês de março, o BC comprou US$ 8,3 bilhões no mercado de câmbio, um valor somente inferior às compras realizadas em fevereiro (US$ 8,819 bilhões). No ano, as autuações totalizam US$ 21,912 bilhões.


Petróleo

Os preços do petróleo caíram ontem, afetados por realizações de lucros, já que os investidores preferiram permanecer na expectativa, na ausência de novas interrupções da produção na Nigéria, apesar da violência que marcou as eleições presidenciais. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em junho caiu US$ 1,31 a US$ 64,58. Os preços haviam subido na segunda-feira ante temores do mercado em relação ao aumento da violência na Nigéria, primeiro produtor do bruto da África.


Com agências

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