Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ''cumpriu'' as expectativas do mercado e fechou em queda ontem. O Ibovespa, principal indicador do mercado, sofreu perdas 0,50% e bateu os 49.162 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,67 bilhões, abaixo da média diária de negócios.


Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia a R$ 2,037 para venda, em alta de 0,44%. Os juros futuros voltaram a cair na BM&F. A taxa de risco-país subiu 2,75%, para a marca dos 149 pontos.


Alerta

Profissionais de mercado já alertavam, antes do início dos negócios, que a Bolsa brasileira passaria por algum momento de realização de lucros, após emendar 14 fechamentos a níveis recordes neste ano, sendo oito somente no mês de abril.


Esvaziamento

Além da agenda econômica esvaziada nesta segunda-feira, os investidores também operaram sob cautela, à espera de dois indicadores fundamentais para a formação de expectativas nas próximas semanas. Amanhã, o governo americano divulga o notório ''Livro Bege'', uma compilação de dados macroeconômicos que serve de base para as decisões do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), que volta a se reunir no início de maio.


Ata

Na quinta-feira, investidores e analistas devem se debruçar sobre a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) relativa à última reunião, em que foi decidido a redução da taxa Selic para 12,50%, o que representa um corte de 0,25 ponto percentual sobre a taxa anterior.


''Ducha fria''

O economista Elson Teles, da corretora Concórdia, avalia que o Comitê deve revelar uma ata com um texto mais ''duro'' (conservador) do que a maioria do mercado espera, e que vai funcionar como uma ''ducha de água fria'' no otimismo do mercado, que dá como certo a volta dos cortes de 0,50 ponto percentual.


Avaliação

''A nosso ver, é provável que a ata traga elementos mais duros, pois deve ser elaborada para justificar o corte de 0,25 ponto percentual. Com relação ao voto vencido, a ata deverá fazer apenas menção de que, para esses diretores, o balanço de riscos considerado justificaria a redução de 0,50 ponto percentual'', avalia o economista.


Estréia

A CR2 Empreendimentos estreou na Bovespa com forte volume financeiro e ações em queda. A ação ordinária da empresa encerrou o dia a R$ 19,13, o que significa uma queda de 4,35% sobre o valor inicial. Foram realizados 1.909 negócios com o ativo.


Juros futuros

No mercado futuro de juros, os principais contratos DI negociados na BM&F
passaram pelo o que mercado chama de ''ajustes técnicos'', após semanas de quedas consecutivas. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada passou de 11,56% para 11,58% ao ano. O contrato de janeiro de 2009 apontou taxa de 10,97% contra 10,98% na sexta-feira. No contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 10,78% para 10,81%, de sexta para hoje.


Européias

As principais Bolsas européias fecharam em queda, afetadas pelas notícias de fusões bilionárias no mercado europeu. Investidores e corretores também mencionam o baixo volume de negócios e uma agenda econômica esvaziada para justificar um dia sem oscilações mais bruscas.


Índices

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, finalizou os negócios de segunda em queda 0,10%, aos 6.479 pontos, enquanto o DAX, do pregão de Frankfurt, teve leves perdas de 0,09%, aos 7.335 pontos. O CAC-40, da Bolsa francesa, cedeu 0,36% no fechamento e marcou 5.917 pontos.


ABN e Barclays

Entre as principais notícias do dia, os bancos ABN Amro e o Barclays anunciaram uma fusão que cria a segunda maior instituição bancária européia e a quinta mundial. A fusão entre ABN Amro, maior banco da Holanda, e o britânico Barclays acontecerá por meio de uma troca de ações, o que avalia o ABN Amro em 67 bilhões de euros (US$ 90,8 bilhões), com cada ação em 36,25 euros (cerca de US$ 49).


Farmacêuticas

Em outra fusão bilionária, a gigante do setor farmacêutico AstraZeneca PLC adquiriu a MedImmune por US$ 15,6 bilhões, na maior transação do grupo desde sua criação, em 1999. O preço foi considerado alto por analistas do mercado.




Com agências

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