Boas notícias

Os mercados estão nadando de braçadas com as boas notícias. Os juros não pararam de cair desde que o Copom se dividiu na decisão sobre a Selic na quarta-feira passada. A Bovespa fechou ontem em pontuação recorde, superando os 49 mil pontos. O risco Brasil chegou a recuar para 143 pontos base em nova mínima histórica. A expectativa de upgrade na classificação de risco Brasil já faz parte do dia-a-dia das mesas de operações. A inflação não ameaça. E a economia brasileira tende a crescer mais de 4% este ano.


Recuperação

O bom humor dos mercados começou logo cedo, com a recuperação nas bolsas asiáticas, especialmente a alta de quase 4% da Bolsa de Xangai, e avanço das bolsas européias. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, encerrou o pregão em alta de 0,66%, aos 6.483 pontos, enquanto o DAX, do pregão de Frankfurt, teve ganhos de 1,37%, aos 7.342 pontos. O CAC-40, da Bolsa francesa, subiu 1,88% no fechamento e marcou 5.938 pontos.


Wall Street

Em Wall Street, os índices futuros já sinalizavam alta para a abertura das bolsas, em comemoração aos balanços divulgados quarta-feira da Google e AMD. No fechamento, o Dow Jones chegou ao nível inédito de 12.962 pontos (+1,20%), o Nasdaq subiu 0,84% e S&P 500 avançou 0,93%.


Bovespa

Aqui, a Bovespa, com recorde de 49.408 pontos, teve alta de 1,33% e o risco Brasil atingiu 143 pontos-base na mínima do dia. Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram ALL Unit (+4,93%), Light ON (+4,49%) e Cyrela ON (+4,13%). As maiores baixas foram BRT Par ON (-1,74%), Pão de Açúcar PN (-1,03%) e Embraer ON (-0,95%).


Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,028 para venda, em queda de 0,14% sobre o fechamento de quinta. O Banco Central estreou ontem a nova estratégia de ''surpreender'' o mercado e conseguiu, segundo profissionais de corretoras, segurar uma baixa ainda maior da cotação.


Apreensão

A semana foi marcada pela apreensão do mercado com o novo procedimento do BC, que deixaria de anunciar com antecedência de um dia a realização de leilões de ''swap reverso'', tipo de contrato que tem o efeito de provocar a alta das cotações. Ontem, a autoridade monetária avisou o mercado por volta das 12h -'em cima da hora'' - que faria um leilão de ''swap reverso''.


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''Ele viu que a Bolsa abriu positiva, por causa dos mercados europeus, e que por
aqui a taxa de câmbio iria cair mais. Por volta do meio-dia o BC fez o anúncio do leilão, quando a taxa estava a R$ 2,014 (a menor cotação do dia). Na hora em que ele anunciou, o mercado começou a subir novamente'', afirma João Carlos Benites, gerente da corretora Moeda.


Gol

A crise dos controladores de vôos e os problemas de congestionamento de tráfego em Congonhas afetaram os ganhos da Gol no primeiro trimestre. A companhia lucrou R$ 91,578 milhões, resultado 43% inferior ao registrado em igual período do ano passado. Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, os resultados foram afetados negativamente por ''fatores exógenos'', o que se traduziu em custos adicionais com combustível e pessoal.


Impacto

Segundo Oliveira Júnior, o impacto da crise aérea nos resultados da empresa chegou a R$ 110 milhões. Apesar do impacto negativo, o mercado recebeu bem o resultado. As ações preferenciais da Gol fecharam cotadas a R$ 60,01, com alta de 1,97%.


Carrefour

O Carrefour está perto de se tornar a maior rede varejista do País. No final da tarde de ontem, o grupo entrou na reta final para comprar o Atacadão, segundo fontes próximas às empresas. Com a aquisição, os franceses reassumem a liderança do mercado após terem perdido o posto para o grupo Pão de Açúcar seis anos atrás. Atual terceiro colocado no ranking de supermercados, o Carrefour desbancará o Wal-Mart e o Pão de Açúcar em faturamento com uma único golpe.


No páreo

Wal-Mart e Pão de Açúcar ainda estão no páreo. Até agora, o Carrefour fez a melhor oferta: em torno de R$ 2,4 bilhões. O negócio deve ser concluído no início da próxima semana. A proposta da rede francesa não era esperada. Ela ocorreu mesmo antes da entrega do balanço auditado do Atacadão.


Grande negócio

O Atacadão era o último grande negócio do varejo brasileiro, considerado até mais determinante que o Sonae, adquirido pelo Wal-Mart em 2005 por US$ 750 milhões. O Atacadão, com apenas 36 lojas em oito estados, tem um faturamento anual de R$ 5 bilhões.


Estratégica

Essa é uma das compras mais disputadas do varejo. Ela é estratégica para todos os grandes competidores, inclusive para o Makro, o segundo maior atacadista brasileiro, ultrapassado pelo Atacadão há quatro anos. Quem levar ganhará - ou manterá, no caso do Pão de Açúcar - a liderança do mercado.



Com agências

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