Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta ontem de 0,11%, aos 48.762 pontos. O pregão foi bastante volátil, com o mercado às voltas com uma onda de pessimismo na China, que se amenizou no decorrer da tarde. O giro financeiro foi de R$ 3,82 bilhões.


Efeito China

A Bolsa brasileira começou o dia amargando fortes perdas, de novo sob ''efeito China''. Essas perdas foram limitadas à tarde, na medida em que a economia americana apresentou bons indicadores, tanto relativos ao mercado de trabalho, quanto ao nível de atividade. O instituto de pesquisa privado Conference Board animou os investidores, quando seu indicador prospectivo da economia teve alta de 0,1%, interrompendo uma sequência de dois meses de declínio.


Cesp

Os papéis da Cesp foi um dos destaques do dia, com as notícias de que está na pauta do governo paulista a privatização de uma das principais geradoras de energia do país. A ação preferencial teve o terceiro maior giro da Bolsa - de R$ 153 milhões - e subiu acima de 6% durante todo o pregão, puxando a recuperação do Ibovespa.


Bematech

A estreante Bematech também foi outro dos destaques do dia. A ação ordinária começou a ser negociada ontem no segmento Novo Mercado e teve volume de negócios de R$ 150 milhões, o quarto maior, atrás da já citada Cesp e das ações carro-chefe Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce.


FE 2X 20

No mundo
Os números da economia chinesa - que cresceu 11,1% no trimestre em relação ao mesmo período de 2006 - e a declaração do governo de que pode aumentar os juros para conter um ''superaquecimento'' mexeu com as bolsas do mundo inteiro. (veja quadro)


Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,030, em queda de 0,19%. O indicador de risco-país (Embi+) renova a pontuação mínima histórica, aos 150 pontos, com decréscimo de 0,66% sobre a taxa registrada quarta-feira no encerramento dos mercados.


Juros

Os juros futuros desabaram na BM&F, num reflexo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) anunciada quarta-feira, que reforçou as apostas por um ajuste maior na próxima reunião. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,61% ante 11,83% no fechamento de quarta. No vencimento de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,39% para 11,07%. O contrato de janeiro de 2010 apontou taxa de 10,89% ante 11,17%.


Estresse

Os negócios de câmbio não passaram incólumes ao estresse com a China: a taxa máxima e mínima oscilou entre R$ 2,045 e R$ 2,028, com a atuação já esperada do Banco Central na ponta compradora. Ao longo dia, destacam operadores, o mercado relativizou a ''ameaça'' do governo chinês de adotar medidas para conter o risco de ''superaquecimento'' da quarta maior economia mundial.


Zerando posições

''Houve um certo estresse pela manhã, com alguns bancos comprando moeda por conta da China e zerando posição logo depois. Os fundamentos do mercado, nem no curto nem no médio prazo, foram modificados por essa notícia'', avalia João Carlos Reis, gerente de operações da tesouraria da corretora Prime.


Incertezas

O profissional de mercado lembra que ainda há incertezas sobre que medidas o governo chinês pode adotar, se efetivamente optar por conter um crescimento econômico acima do oficialmente projetado para o país. No início do ano, o Executivo local havia anunciado a meta de crescer abaixo de dois dígitos em 2007. O PIB do primeiro trimestre, divulgado hoje, aponta para uma alta de 11,1% no ano.


Wall Street

O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York voltou a fechar com um novo recorde nesta quinta-feira, subindo 0,04%, enquanto o Nasdaq cedia 0,21% num mercado pressionado entre resultados em geral melhores que os previstos e temores sobre as notícias relacionadas ao crescimento econômico chinês.


Petróleo

Os preços do petróleo registraram baixa acentuada ontem em Nova Iorque, às
vésperas de expirar o contrato de maio e na expectativa de uma esperada recuperação da produção de gasolina nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em maio diminuiu 1,30 dólar, fechando a US$ 61,83. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em junho perdeu 10 centavos, fechando a US$ 65,94.

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