MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovepsa) fechou praticamente estável, em leve queda de 0,09%, aos 48.709 pontos ontem. A Bolsa chegou a atingir a marca histórica dos 49.338 pontos no decorrer do pregão, mas não sustentou o ritmo de valorização das ações. O volume financeiro atingiu a marca dos R$ 14,529 bilhões, inflado pelo exercício de opções.
Sem tendência
A Bolsa oscilou durante o dia, sem definir tendência, com um cenário também indefinido em sua principal influência externa - as Bolsas americanas. Em Wall Street, os investidores se frustaram com os resultados corporativos de gigantes do setor tecnológico, compensado em parte pelo lucro histórico do grupo financeiro JP Morgan Chase.
Cautela
No front doméstico, os investidores operaram sob cautela, à espera de mais reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do consenso em torno de uma nova redução de 0,25 ponto percentual, investidores e analistas ainda especulavam se o Comitê poderia ''surpreender'' o mercado com uma redução de 0,50 ponto percentual. A decisão saiu após o fechamento do mercado
Futuros
A volatilidade do pregão ainda sofreu impacto do vencimento dos contratos futuros de Ibovespa e de opções do índice na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Grandes investidores que tomam posições nesses contratos do mercado futuro costumam atuar no mercado à vista para influenciar a formação do índice conforme seu interesse na alta ou na baixa. Essa correlação entre os dois mercados já existe no dia-a-dia mas é exacerbada nos dias de vencimento, alterando também o volume de negócios.
Ipiranga e Cade
Entre as principais notícias do setor corporativo, os investidores repercutiram a notícia de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impôs uma série de restrições à aquisição do grupo Ipiranga ao consórcio Petrobras, Braskem e Ultrapar, com a justificativa de que a operação pode prejudicar a concorrência no setor petroquímico e de distribuição de combustíveis.
Incertezas
Analistas de corretoras viram como limitadas as possibilidades da operação sofrer alguma reversão mais séria. O analista da Brascan Corretora, Felipe Cunha, afirmou que ainda acredita na ''maior probabilidade de aprovação da transação'', mas admitiu que a medida do Cade traz incertezas, no curto prazo, que devem impactar as ações da empresas envolvidas.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,034, em leve queda de 0,09%. A taxa de risco-país renovou a mínima histórica e chegou aos 151 pontos (indicador Embi+), número 2,58% abaixo da pontuação de ontem.
Com agências





