Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem com valorização de 1,22%, quebrando sexto recorde consecutivo em pontos do pregão brasileiro, aos 47.926 pontos. Profissionais do mercado destacaram a forte presença de investidores estrangeiros, que puxaram o preço dos papéis negociadas na Bolsa doméstica. O volume financeiro atingiu a casa dos R$ 3,7 bilhões.


Ranking

Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Telemar ON (+5,03%), Souza Cruz ON (+5,00%) e Usiminas PNA (+4,75%). As maiores baixas foram Tim Par ON (-1,62%), TAM PN (-1,62%) e Arcelor ON (-1,49%).


Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia a R$ 2,022 para venda, em queda de 0,68%. A taxa de risco-país renovou o piso histórico e bateu os 154 pontos, em queda de 0,64%.


Alívio

O otimismo das Bolsas mundiais foi sustentado pelo alívio dos investidores com a inflação americana. O núcleo do chamado ''PPI'', que mede a inflação no atacado, veio abaixo do previsto pelos economistas e reforçou a expectativa de uma economia em desaquecimento moderado e sem pressões inflacionárias preocupantes.


Estrangeiros

Ontem, a Bovespa informou um saldo positivo de R$ 610,22 milhões em investimentos estrangeiros nos dez primeiros dias de abril, resultado de compras de ações de R$ 7,309 bilhões e vendas de R$ 6,699 bilhões. No acumulado deste ano, o saldo de investimento estrangeiro é positivo em de R$ 912,57 milhões.


Sustentação

''Os investidores estrangeiros estão sustentando a recuperação da Bolsa.
Existem papéis ainda muito baratos no mercado e eles estão comprando bastante. Hoje (ontem), por exemplo, o que alavancou o mercado foi a Petrobras, que chamou a atenção'', afirmou Élcio Bonatto, operador da corretora paranaense Aureum.


Influências

Ele lembrou que a alta dos preços do petróleo ajudou não somente a estatal petrolífera brasileira, mas também empresas do setor no restante das Bolsas mundiais. ''Na Bolsa, outro setor que chamando atenção é telefonia. É um setor praticamente consolidado e as empresas estão pagando bons dividendos, mas andavam esquecidas pelos investidores'', acrescenta.


Telefonia

O setor de telefonia ganhou as páginas de jornais e sites de notícias nos
últimos dias, com os rumores - oficialmente desmentidos - de uma possível fusão entre os grupos Telemar e Brasil Telecom. Nesta semana, a Telemar Participações anunciou a intenção de comprar as ações preferenciais dos acionistas minoritários das subsidiárias que têm papéis negociados na Bolsa, o que também ajudou a sustentar a recuperação dos preços. A proposta precisa ser aprovada em assembléia dos acionistas, prevista para o dia 20.


Wall Street

As Bolsas americanas fecharam em alta, puxadas pelos bons resultados de algumas empresas. O índice Dow Jones ganhou 0,47%, encerrando o pregão a 12.612,13 unidades; e o Nasdaq subiu 0,47%, para 2.491,94. O índice Standard and Poor's 500 aumentou 0,35%, a 1.452,85 pontos.


Européias

As bolsas européias também fecharam em alta, sustentadas pelo desempenho positivo das empresas petrolíferas e do setor farmacêutico. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, valorizou 0,72%, aos 6.462 pontos, enquanto o DAX, do pregão de Frankfurt, teve ganhos de 0,97%, aos 7.212 pontos. O CAC-40, da Bolsa francesa, subiu 0,70% no fechamento e marcou 5.789 pontos.


Juros

No mercado futuro de juros, a maioria dos contratos DI mais negociados encerraram a sexta-feira abaixo do fechamento anterior. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,90% ante 11,92% na quinta-feira. No contrato para janeiro de 2009, a taxa projetada foi de 11,53% ante 11,58% na jornada anterior. O contrato DI de janeiro de 2010 apontou taxa de 11,38% contra 11,44% ontem.


Agenda

Na próxima semana, haverá reunião do Copom, na terça e quarta-feira, e há comentários no mercado de que o ritmo de corte da taxa Selic (hoje em 12,75% ao ano) poderá ser acelerado para 0,50 pp, em vez do 0,25 pp que vem sendo adotado há três reuniões (desde a de 29 de novembro de 2006). Esta seria outra ferramenta que poderia vir a ser usada na tentativa de segurar a baixa do câmbio


Petróleo

Os preços do petróleo se mantiveram firmes ontem, ao término de uma semana marcada por uma nova queda nas reservas de gasolina nos Estados Unidos e uma advertência da AIE (Agência Internacional de Energia) sobre a insuficiência da oferta diante da demanda mundial. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em maio recuou 22 centavos, fechando a US$ 63,63.



Com agências

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