MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,87%, aos 47.346 pontos, ontem. O pregão brasileiro acompanhou a dinâmica dos negócios nas Bolsas americanas, que sustentaram recuperação após um indicador favorável do segmento de varejo local. O patamar é novo recorde histórico, o quinto nos seis pregões. O volume financeiro foi de R$ 3,1 bilhões.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Telemar ON (+5,28%), Sadia PN (+5,26%) e CCR Rodovias ON (+4,40%). As maiores baixas foram Ipiranga Petróleo PN (-2,35%), Natura ON (-1,93%) e Telemar PN (-1,77%).
Mau humor
O mercado acionário iniciou os negócios ainda com o humor azedado pela ata do Fomc (comitê que define a política de juros dos EUA), divulgada na quarta-feira. Na ata, os integrantes do comitê manifestaram preocupação com as pressões inflacionárias existentes na economia americana e apontaram a possibilidade de uma nova elevação da taxa básica de juros do país.
Senha
A perspectiva de um possível aperto da política monetária dos EUA, combinada com a apreensão pelos próximos indicadores de preços, foi a senha para um movimento de realização de lucros (venda de papéis muito valorizados) na parte da manhã, tanto nas Bolsas americanas quanto na Bovespa.
Varejo
O indicador que deu relativa sustentação para uma virada dos negócios veio do varejo. Algumas das principais cadeias do país reportaram seu volume de vendas do trimestre. Apesar do quadro misto - algumas redes varejistas desapontaram, outras tiveram desempenho dentro do esperado por analistas - os dados serviram para sustentar o relativo otimismo apresentado pelos investidores nos últimos dias.
Análise
''Alguns indicadores ainda se mostram muito contraditórios, mas a verdade é que o mercado já viu números muito interessantes, como o informe sobre o mercado de trabalho, durante o feriado'', lembra Emerson Augusto Lambrecht, diretor de operações da corretora Solidus, em uma referência à geração de postos de trabalho registrada para março, que surpreendeu dez entre dez analistas de bancos e corretoras.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,036 (valor de venda), nos últimos negócios de ontem, em queda de 0,14%. Foi o sétimo dia de baixa da taxa de câmbio nos últimos dez dias úteis. A taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+, manteve-se nos níveis históricos de 156 pontos.
Juros
No mercado futuro de juros, os principais contratos DI projetaram taxas mais altas na comparação com o fechamento anterior. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,94% ao ano ante 11,90% na jornada de quarta-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,55% para 11,59%. E no contrato para janeiro de 2010, o mercado indicou taxa de 11,45% contra 11,43% ontem.
Wall Street
As Bolsas americanas fecharam em alta ontem, sustentadas essecialmente por fatores técnicos. O índice Dow Jones subiu 0,55%, encerrando o pregão a 12.552,96 unidades, e o Nasdaq ganhou 0,85%, ficando em 2.480,32. O índice Standard and Poor's 500 subiu 0,62%, para 1.447,80 unidades.
Européias 1
As bolsas européias fecharam em queda, refletindo uma série de fatores, como a alta do petróleo, a ata do Fomc divulgada na quarta-feira, que ajudou a reviver os temores sobre o rumo da taxa de juros nos Estados Unidos e o ataque ao Parlamento iraquiano ontem, no qual morreram oito pessoas. No entanto, a alta das bolsas em Wall Street deu fôlego nos últimos momentos para os investidores europeus. A manutenção da taxa de juros em 3,75% na zona do euro também propiciou alívio para os investidores, mas a fala do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, depois da decisão, elevou as expectativas de aumento da taxa de juros na zona do euro em junho.
Européias 2
O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 3,10 pontos (0,05%), em 6.416,40 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 2,98 pontos (-0,05%) e fechou em 5.748,94 pontos. O índice Xetra-DAX da Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 9,88 pontos (-0,14%), em 7.142,95 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 perdeu 114,60 pontos (-0,76%) e fechou em 14.883,00 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 fechou em queda de 45,58 pontos (-0,38%), em 11.841,02 pontos.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em nítida alta, devido à queda das reservas de gasolina nos Estados Unidos, que devem concentrar cada vez mais a atenção dos mercados. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em maio aumentou 1,84 dólar, fechando a US$ 63,85. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte ganhou 88 centavos, ficando a US$ 68,72 no contrato de maio.
Com agências





