MERCADO FINANCEIRO
Dia tranquilo
Os mercados não se mostraram apreensivos com a divulgação do payroll (dados sobre o mercado de trabalho norte-americano) hoje e mantiveram ontem o clima otimista verificado ontem. Pesquisa da agência Dow Jones mostra que a expectativa dos economistas norte-americanos é de que o mercado de trabalho dos EUA registrará recuperação nos dados a serem apresentados nesta sexta-feira. Com isso, as bolsas de Nova Iorque fecharam em alta ontem.
Pausa prolongada
O feriado prolongado de Páscoa não desanimou os investidores e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem com novo recorde de pontuação. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subiu 0,20% e encerrou o pregão com inéditos 46.646 pontos. Na quarta-feira, já havia fechado com recorde.
Volume
Hoje, Sexta-feira da Paixão, a Bovespa não abre, portanto alguns analistas previam para ontem um esvaziamento no mercado acionário paulista. Entretanto, o volume financeiro de negócios atingiu R$ 2,8 bilhões.
Ranking
As maiores altas do índice ficaram com a ação preferencial ''B'' da Eletropaulo (2,39%), preferencial do Pão de Açúcar (2,38%) e ordinária da TIM Participações (2,27%).
Câmbio
O dólar comercial fechou com leve baixa de 0,04%, a R$ 2,033 na venda. Ao longo do dia, a divisa americana oscilou entre a mínima de R$ 2,031 (queda de 0,14%) e a máxima de R$ 2,040 (alta de 0,29%).
Contas
Os bancos também fecham hoje e reabrem somente na segunda-feira. Segundo informações da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), contas de consumo (água e luz, por exemplo) ou carnês com vencimento no dia 6 (Sexta-feira da Paixão) podem ser pagos na segunda-feira, sem incidência de multa.
Juros
Os juros futuros tiveram situações distintas no que diz respeito aos contratos curtos e longos. Nos DIs de vencimentos próximo, a liquidez foi farta com queda de taxas, enquanto o giro nos contratos longos foi restrito e as taxas fecharam praticamente nos mesmos níveis de quarta.
Frei Galvaão
Segundo a leitura feita pelo mercado, o comunicado sugere que, se aprovada a criação do feriado de Frei Galvão no próximo dia 11 de maio - o que vai alterar a conta do CDI daquele mês -, ''não deverá haver nenhuma compensação por parte do Banco Central'', nas palavras de um operador.
Dobra
O mercado defende que seja feita a chamada ''dobra do CDI'', ou seja, a taxa do dia 10 seja válida também para o dia 11. Como a nota do BC, os DIs curtos já começaram o dia com volume forte de negócios e taxas em queda. No encerramento do pregão, o DI julho de 2007, o mais líquido, com quase 400 mil contratos, projetava 12,26%, de 12,30% quarta.
Agenda
Na próxima semana, a agenda doméstica será importante. Em Brasília, o projeto de criação do Dia de Frei Galvão deve chegar à Câmara, mas antes de ir a plenário deve passar por algumas comissões. Na segunda-feira, o mercado abrirá já tomando conhecimento da pesquisa Focus do BC, que deve reforçar os ajustes na mediana do PIB.
Agenda 2
Também saem o IGP-DI de março, cujo intervalo das projeções vai de 0,19% a 0,37%, com mediana de 0,32%, e o IPC-S da primeira quadrissemana do mês. Para este indicador, as estimativas vão de 0,38% a 0,61%, com mediana de 0,50%. Na quarta-feira, destaque para o IPCA de março. Nos EUA, o principal evento será a divulgação da inflação ao produtor do mês passado, na sexta-feira.
Européias
As principais bolsas européias encerraram o dia em território positivo, em um dia marcado pela cautela. Os pregões só irão reabrir na terça-feira. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, valorizou 0,5%, aos 6.397 pontos, enquanto o DAX, do pregão de Frankfurt, teve ganhos de 0,37%, aos 7.099 pontos. O CAC-40, da Bolsa francesa, ficou praticamente estável (leve alta de 0,04%) e marcou 5.741 pontos.





