MERCADO FINANCEIRO
Dia de recuperação
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,57%, aos 46.553 pontos, no pregão de ontem. A recuperação do mercado foi sustentada, além do desempenho positivo em Wall Street, pela alta dos papéis da Petrobras. Somente a ação preferencial da petrolífera respondeu por 14% do giro total da Bolsa, de R$ 3,76 bilhões.
Petrobras
Os papéis da estatal Petrobras tiveram um dia de valorização, apesar do recuo nos preços da commodity. A ação preferencial valorizou 1,28%, enquanto a ordinária, 1,54%. A empresa assinou ontem um memorando de entendimento com a Petroecuador para participar da exploração de campos na Amazônia equatoriana.
Expectativa
O mercado trabalha com a expectativa de que a estatal divulgue nos próximos dias o nível estimado das reservas encontradas nas Bacias de Campos e Santos, o que tem motivado especulações no pregão nestes últimos dias. Também não se espera um recuo significativo dos preços do petróleo no mercado internacional.
Alívio
O dia ontem foi de relativo alívio com a situação no Irã, que libertou os 15 soldados britânicos detidos desde o último dia 23, o que permitiu um recuo nos preços do barril de petróleo, com impactos nos mercados mundiais.
Nymex
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em maio perdeu 26 centavos, fechando a US$ 64,38. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte subiu 59 centavos, terminando a sessão a US$ 68,40 no contrato com vencimento em maio.
Wall Street
As bolsas de Nova Iorque tiveram um dia volátil, dividindo-se entre a notícia positiva da libertação dos marinheiros britânicos, que resultou na queda dos preços do petróleo, e os indicadores norte-americanos que não foram muito animadores. O ISM do setor de serviços caiu para 52,4 em março ante 54,3 em fevereiro. As encomendas às indústrias em fevereiro subiram 1% ante estimativa de alta de 1,8%. Com isso, o Dow Jones encerrou o dia com valorização de 0,16%, o Nasdaq avançou 0,34% e o S&P 500 subiu 0,11%.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Cyrela ON (+3,98%), Sadia PN +3,02%) e Pão de Açúcar PN (+2,76%). As maiores baixas foram Gol PN (-3,33%), BRT Par ON (-2,47%) e Cesp PNB (-2,18%).
Câmbio
O dólar comercial fechou ontem o terceiro dia consecutivo de queda. Nos últimos negócios, a moeda americana atingiu a cotação de R$ 2,034 no valor de venda, uma baixa de 0,14% sobre o fechamento anterior. Durante a tarde, a taxa chegou a cair ao piso de R$ 2,029, valor que o Banco Central usou como valor de corte para seu tradicional leilão de compra.
Risco
A taxa de risco-país manteve em seu piso histórico, dos 164 pontos (recuo de
0,60%), medido pelo indicador Embi, do banco JP Morgan.
Juros
No mercado futuro de juros, os principais contratos negociados tiveram um repique após as fortes quedas de terça. No contrato DI de janeiro de 2008, a taxa projetada foi de 11,95% ante 11,94% na jornada de terça. O contrato de janeiro de 2009 projetou taxa de 11,60% ante 11,56% no fechamento de terça. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi de 11,49% ante 11,47%.
Agenda
Na agenda desta quinta-feira, o destaque serão os dados da Anfavea referentes a março. Na terça-feira a Fenabrave informou que o primeiro trimestre deste ano foi o melhor para a indústria automobilística, com vendas 18% acima de igual período do ano passado.
Payroll
Aos dados do payroll (mercado de trabalho) americano em março, que saem depois de amanhã, os mercados só vão reagir na segunda-feira, por causa do feriado da Sexta-feira Santa. A expectativa dos analistas é de que tenham sido criadas no mês passado 150 mil vagas.
Com agências





