Bolsa

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 1,51%, aos 46.288 pontos, no pregão de ontem. Com essa pontuação, a Bolsa conseguiu zerar as perdas ocorridas com a histórica terça-feira no final de fevereiro, quando os mercados foram ''sacudidos'' pelo ''efeito China''. O volume financeiro foi de R$ 4,52 bilhões, acima da média dos pregões anteriores.



Câmbio

O dólar comercial finalizou a terça-feira à cotação de R$ 2,037, em seu menor valor desde março de 2001. A taxa de risco-país bateu os 164 pontos e estabeleceu novo ''piso'' para o indicador.



Boa notícia

A recuperação do mercado foi sustentada por uma boa notícia da economia americana, atualmente, o foco dominante da atenção dos investidores. A Associação Nacional dos Corretores dos EUA informou que a estimativa de vendas pendentes de casas subiu 0,7% em fevereiro, contra expectativas de 0,2% e 0,3% dos analistas do mercado. O indicador mostrou um segmento da economia enfraquecido, mas não ''derrubado'' pelos problemas do setor ''subprime'', que reúne os créditos de maior risco.



EUA

Em relatório para investidores, o banco norte-americano Merrill Lynch nota uma mudança de tom nas preocupações de analistas e demais participantes do mercado. Há poucos dias, desenhava-se um cenário de economia em crescimento, mas em ritmo mais lento, e inflação tendendo a ficar moderada. Para a Merril Lynch, os números do PCE ligaram o ''sinal vermelho'' para alguns economistas.



Núcleo

O PCE, que aponta a inflação para o consumidor dos EUA, subiu 0,4% em fevereiro, ante expectativas de 0,2%. O ''núcleo do indicador'', que considera a inflação do período descontada dos preços mais voláteis (produtos alimentícios e energia), subiu 0,3%, contra projeções de 0,2%. O indicador projeta uma inflação de 2,4% nos 12 meses, acima da chamada ''zona de conforto'' do Federal Reserve, entre 1% e 2% ao ano.



Previsões

O banco também lembra que as previsões dos economistas de bancos e corretoras ainda não apontam para uma queda dos juros nos próximos meses. Uma redução nos juros básicos somente ocorreria no segundo semestre e muito vagarosamente. De acordo com a instituição financeira, o termo econômico ''estagflação'' (tendência de recessão ou estagnação econômica combinada com inflação) já circulou pelo mercado.



Análise

''Muitos especialistas argumentam que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) desviou a atenção da inflação agora está focado na economia em desaquecimento e no mercado 'subprime' (crédito imobiliário de maior risco). Nós discordamos e acreditamos que o Fed age de forma prudente. A história mostra que uma economia em desaquecimento é seguida por inflação em queda. Nós não esperamos um cenário diferente desta vez'', avalia a equipe de analistas do banco.



Juros futuros

Os principais contratos DI negociados no mercado futuro da BM&F encerraram o dia abaixo dos juros projetados no fechamento de segunda-feira. O contrato para janeiro de 2008 projetou taxa de 11,95% ao ano ante 11,96% na segunda-feira. Para janeiro de 2009, a taxa projetada foi de 11,58% ante 11,59% segunda. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi de 11,49% ante 11,53%.



Analistas

Para analistas de mercado, o mercado de juros futuros trabalha sob expectativa de que o país alcance o ''grau de investimento'' - melhor classificação de risco para investimentos globais - mais cedo que o esperado, devido à revisão do produto nacional, que melhora a relação da dívida total do país sobre o PIB.



Avaliação positiva

A melhora das taxas de risco-país, além de afetar o câmbio, também ajudar a manter a trajetória de queda dos juros básicos do país. Em comentário direcionado ao mercado, a Standard & Poor's considera que a revisão do PIB para cima e a preocupação combinada com uma política econômica ''comprometida'' tem ''implicações positivas para a avaliação de crédito''.



Padrões

''Embora a dívida no Brasil ainda está um pouco acima dos padrões (a média dos países com classificação 'BB' de crédito é 35% do PIB, e dos 'BBB', 29%), manter um superávit primário prudente e executar uma política para desacelerar a tendência atual dos gastos (públicos) reforçaria a dinâmica favorável dessa dívida, trazendo os números fiscais do Brasil mais próximo dos padrões. Essa medidas também sustentariam prognósticos de crescimento e de avaliação do crédito para os próximos anos'', avalia a equipe de analistas.



Européias

As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta nesta terça-feira. Em Paris, o CAC ganhou 1,18%, encerrando as operações a 5.711,91 pontos. Em Londres, o Footsie subiu 0,80%, a 6.366,10 unidades. Em Frankfurt, o DAX teve alta de 1,56%, terminando o pregão a 7.045,56 unidades.



Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, em meio a um cauteloso otimismo de que o impasse sobre os 15 marinheiros britânicos capturados pelo Irã, que já dura 12 dias, será resolvido diplomaticamente, segundo analistas.
No pregão viva-voz da Nymex, os contratos para maio fecharam a 64,64 por barril, em queda de US$ 1,30 (1,97%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent fecharam em US$ 67,81 por barril, em baixa de US$ 0,93 (1,35%).

Com agências

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