Dia de quedas

O dólar encerrou a segunda-feira cotado a R$ 2,048 para venda, em queda de 0,58%. No final do dia, a Bovespa operava em baixa de 0,75%. O risco-país voltou a quebrar seu piso histórico e atingiu o nível dos 166 pontos, em baixa de 0,59%. No mercado de futuro de juros, os principais contratos negociados fecharam abaixo dos níveis de sexta-feira.



Intervenção

O Banco Central voltou a intervir no mercado e comprou moeda a R$ 2,047. Segundo profissional de corretora de câmbio, o BC, ao contrário dos dias anteriores, teve um atuação pouco expressiva no mercado e teria comprado ''pouco'', o bastante somente para tentar segurar a cotação da moeda.



Previsões

Para alguns analistas, a taxa de câmbio ameaça chegar a R$ 2,00 no curto prazo. Alguns profissionais de corretoras já começam a falar em taxa de R$ 1,90, dado o nível de juros básicos (Selic), que segundo alguns economistas, estaria totalmente ''desalinhado'' com o nível atual de risco-país.



Balança

Entre as notícias do dia, o governo divulgou a balança comercial de março, com superávit de US$ 3,323 bilhões, uma alta de 8,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A média diária de exportações foi de US$ 584,3 milhões, um crescimento de 18,2% sobre março do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 9,532 bilhões, com média de US$ 433,3 milhões, aumento de 28,9%.



Focus

O boletim semanal Focus, divulgado ontem pelo Banco Central e que contém projeções das instituições financeiras para diversos indicadores da economia, aponta uma pequena alteração na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007. A projeção passou de 3,50% para 3,51%, após 30 semanas consecutivas de estabilidade.



Metodologia

O aumento pode ter sido provocado pela modificação na metodologia de cálculo do PIB usado pelo IBGE. Na semana passada, o IBGE revisou o crescimento do PIB de 2006 de 2,9% para 3,7%. Para 2008, as projeções de crescimento do PIB subiram de 3,55% para 3,60%. Esta foi a segunda elevação seguida dessas previsões, que estavam em 3,50% há quatro semanas.



Inflação

O boletim Focus, que reúne previsões de mais de 100 instituições financeiras, mostra que a inflação deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 3,86%. Na semana passada, a projeção do mercado para a inflação era de 3,87%.



Top 5

Nas instituições Top 5 (os cinco bancos com maior índice de acerto das previsões), as estimativas de IPCA para este ano no cenário de médio prazo não mudaram e prosseguiram estáveis em 3,80%. Nos dois casos, as estimativas de IPCA seguem abaixo da meta central de 4,50% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).



Administrados

A previsão de aumento dos preços administrados para este ano caíram de 3,70% para 3,65%. Para 2008, as projeções de alta dos preços administrados não mudaram e prosseguiram em 4%.



Juro básico

O mercado financeiro vê a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) em 11,5% ao ano no final deste ano, de acordo com o boletim Focus. Para o final de 2008, as projeções de juros continuaram estáveis em 10,5% ao ano. Para abril, as projeções dos bancos para a taxa de juros estão em 12,50% ao ano. O porcentual estimado embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a reduzir os juros em 0,25 ponto porcentual na reunião dos dias 17 e 18 deste mês. A taxa Selic em vigor está em 12,75% ao ano.



Câmbio

As projeções do mercado financeiro para a taxa de câmbio no final de abril caíram de R$ 2,10 para R$ 2,08 por dólar. As estimativas de câmbio para o fim do ano recuaram de R$ 2,12 para R$ 2,11 por dólar. As projeções para a taxa de câmbio no fim de 2008, em contrapartida, seguiram estáveis em R$ 2,20.



Européias

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 7,50 pontos (0,12%), em 6.315,50 pontos. O índice CAC-40 da Bolsa de Paris fechou em alta de 11,40 pontos (0,2%), em 5.645,56 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX da Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 20,14 pontos (0,29%), em 6.937,17 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri fechou em alta de 89,1 pontos (0,61%), em 14.730,80 pontos. O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa subiu 100,62 pontos (0,86%) e fechou em 11.573,90 pontos.



Petróleo

O petróleo fechou estável em Nova Iorque, sustentado pela preocupação do mercado com a possibilidade de a tensão aumentar entre Grã-Bretanha e Irã, que mantém 15 marinheiros britânicos detidos desde 23 de março. Na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em maio subiu 7 centavos, fechando a US$ 65,94.



Com agências

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