Dia de festa
  A economia norte-americana deu uma folga às más notícias e os mercados domésticos fizeram a sua festa particular. O PIB dos EUA relativo ao quarto trimestre foi revisado para cima e ofuscou os alertas feitos quarta-feira por Ben Bernanke. As bolsas subiram em Nova Iorque e só não avançaram mais por causa de nova disparada nos preços do petróleo.

Bovespa
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou no pregão de ontem, em meio a notícias positivas no cenário externo e doméstico. O Ibovespa valorizou 1,96% e atingiu os 45.355 pontos. O mercado teve forte volume financeiro, de R$ 4,73 bilhões.

Câmbio
  O dólar comercial foi negociado a R$ 2,045 para venda, em queda de 1,15%, em seu menor valor dos últimos seis anos. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi (banco JP Morgan), caiu abaixo do patamar dos 170 pontos.

Petrobras
  Boa parte do giro de negócios ontem foi negociada com os papéis da Petrobras. Somente as ações preferenciais valorizaram 5,3%, com negócios de R$ 973,5 milhões, em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.

Petróleo
  O preço do barril na praça de Nova Iorque, principal referência para a commodity, atingiu US$ 66, pela primeira vez desde setembro, com os crescentes temores de uma crise na região do Irã, justamente no enclave que origina as maiores exportações mundiais de óleo.

Nova Varig
  No cenário doméstico, o mercado ainda repercutiu a aquisição da companhia aérea VGR (a nova Varig) por US$ 320 milhões pela empresa Gol. A operação foi bem avaliada pelo mercado, que ressaltou os ganhos estratégicos da companhia, que vai absorver as rotas internacionais da VGR e reduzir a distância para sua principal rival, a TAM. A ação preferencial da Gol teve ganho de 10,14%, com o segundo maior giro do pregão: R$ 311,5 milhões.

Novo mercado
  Outro destaque do dia foi a estréia das ações do grupo JBS, do setor alimentício, no segmento chamado de ‘‘Novo Mercado’’, que reúne os papéis das empresas com práticas diferenciadas no tratamento ao acionista minoritário. A ação ordinária desvalorizou 12,5%, e teve giro de 225 milhões.

Juros
  Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F(, o DI janeiro de 2009 encerrou em 11,69%, de 11,72% quarta, e o DI janeiro de 2010 passou de 11,67% para 11,64%.

IGP-M
  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de março ficou em 0,34%, um pouco acima da inflação de fevereiro, que foi de 0,27%. A taxa, anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou quase no teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um resultado entre 0,27% e 0,35%. Com o índice de março, o IGP-M acumula elevação de 1,11% este ano e 4,26% no período de 12 meses (abril de 2006 a março deste ano).

Contas
  Também foram muito bem recebidas no mercado as informações sobre as contas do setor público federal em fevereiro, divulgadas ontem pelo Banco Central. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, informou que o superávit primário de fevereiro (de R$ 6,679 bilhões) foi o melhor para o mês desde 2003. Isso indica uma economia do governo brasileiro, que está arrecadando mais do que gastando, disse um operador.

Projeção
  Lopes projetou que a dívida líquida do setor público pode fechar 2007 em 44,1% do PIB. Esse porcentual leva em conta o cálculo preliminar considerando o superávit primário de R$ 91 bilhões em 2007 e o PIB de 4,1% (previsto pelo BC no relatório de inflação) e parâmetros de juros e câmbio do mercado.

Déficit
  Segundo Lopes, com esses parâmetros, o déficit nominal poderá fechar 2007 em 2,3% do PIB. Em 2006, o setor público fechou com déficit nominal de 3,01% do PIB, já considerando a nova metodologia do IBGE. Com a revisão, informou, está mantida a tendência de desaceleração da relação dívida líquida e PIB. Ele lembrou que em dezembro de 2006, pelos dados revisados, a dívida fechou em 44,9% do PIB. Em dezembro de 2005, em 46,5%.

Superávit
  Segundo ele, o superávit acumulado no primeiro bimestre deste ano, de R$ 20,136 bilhões, é o melhor desde o início da série histórica do BC, iniciada em 1991. O acumulado em 12 meses até fevereiro do superávit primário em valores nominais (R$ 102,485 bilhões) também é o melhor da série. Em comparação ao PIB, o superávit em 12 meses até fevereiro de 4,36% é o melhor desde novembro de 2005. Ele destacou ainda que o déficit nominal das contas do setor público em 12 meses até fevereiro, de 2,18% do PIB, é o menor da série.

(Com agências)

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