Efeito Fed
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou após a reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA), que manteve a taxa básica de juros do país em 5,25% ao ano. O Ibovespa, principal termômetro do mercado, fechou com forte alta de 2,89%, de volta ao patamar dos 45.000 pontos (precisamente, 45.630 pontos), com forte giro de negócios: R$ 4,28 bilhões. Após três dias de recuperação, o pregão brasileiro está a ''um passo'' de zerar as perdas ocorridas durante o período de turbulência mundial.

Ranking
Os papéis mais negociados tiveram os seguintes fechamentos: Petrobras PN subiu 2,80% e Vale PNA teve valorização de 0,50%. Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, apenas dois fecharam em baixa: VCP PN (-2,08%) e Aracruz PNB (-0,46%). As maiores altas foram Telemar ON (+6,40%), CSN ON (+5,08%) e Vivo PN (+5,62%).

Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,060 para venda, em queda de 0,86%, nos últimos negócios. Já o risco Brasil recuou 7 pontos para 179 pontos base.

Juros
Os principais contratos de juros futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) concluíram o dia praticamente estáveis sobre a jornada de terça-feira. O DI mais líquido foi janeiro de 2010, cuja taxa caiu de 11,79% para 11,65%. Em seguida, esteve o DI janeiro de 2009, que encerrou na mínima de 11,67% (11,79% ontem).

Estopim
A revelação do comunicado do Federal Reserve foi o estopim para os investidores irem às compras nas Bolsas mundiais. Apesar do comunicado mostrar a preocupação do BC americano com a inflação, o mercado preferiu ver o ''copo meio cheio'' no texto do comunicado divulgado após o término da reunião.

Moderação
Além de confirmar as expectativas do mercado (que previam a manutenção dos juros), o Fed também fez um rápido comentário sobre o quadro econômico. A nota do Fed diz também que, apesar da preocupação central do banco ainda ser sobre as pressões inflacionárias no país, a economia deve manter seu ritmo moderado de crescimento, o que desfez os temores de que poderia haver uma recessão a caminho.

Dúvidas
Alguns analistas do mercado não viram com tão bons olhos o comunicado. ''Não entendo o otimismo das Bolsas logo após o anúncio'', afirma o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves. Na visão desses especialistas, o Fed, na verdade, mostrou maiores dúvidas sobre os rumos da maior economia do planeta. ''Para mim, ele deixou uma porta aberta para até subir os juros, se for preciso'', diz Elson Telles, economista da corretora Concórdia.

Investigação
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem ter recomendado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rigor e rapidez máxima nas investigações sobre os indícios de especulação com ações da Ipiranga às vésperas do anúncio da venda do grupo para a Petrobras, Braskem e Ultra.

Rigor
''A CVM é um órgão ligado à Fazenda. Eu entrei em contato com a CVM e pedi o máximo rigor na apuração dessa movimentação que foi identificada por ela.'' Mantega ressaltou que foi a própria CVM que identificou a movimentação e abriu uma investigação para apurar o caso. ''O governo tomou a iniciativa (da investigação) e recomendei o rigor e rapidez máxima para apuração desses dados'', disse ele.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve alta, depois do informe semanal sobre as reservas nos Estados Unidos, que indicou uma queda nos estoques de gasolina e uma alta dos preços do petróleo. Em Londres, o preço do Brent do Mar do Norte para entrega em maio ganhou 50 centavos, fechando a US$ 60,70 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em maio, novo contrato de referência, ganhou 36 centavos, fechando com US$ 59,61.


Asiáticas
A Bolsa de Xangai (China) fechou em nível recorde com a expectativa de que o yuan passe a se valorizar mais rapidamente e, em consequência, ampliar a valorização do setor imobiliário. O índice Xangai Composto avançou 0,8% e fechou em 3.057,38 pontos, acima dos 3 mil pontos pela terceira sessão consecutiva. O Shenzhen Composto terminou com alta de 1,4%, aos 805,68 pontos. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong fechou em alta de 0,8%, em 19.516,41 pontos, estimulado com as companhias do setor de construção civil devido às projeções de fortes lucros em 2006. A Bolsa de Valores de Tóquio não operou hoje por causa de feriado no Japão.

Com agências

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