MERCADO FINANCEIRO
Dia de espera
Ontem, na véspera da decisão e do comunicado do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve
(Fomc), as Bolsas norte-americanas exibiram desempenho positivo o dia todo e fecharam em alta pelo segundo pregão consecutivo. A Bovespa valeu-se desse suporte mas exibiu valorização mais consistente, sustentada pelas ações da Petrobras e do setor de construção civil.
Bônus
A reabertura da emissão do bônus em reais com vencimentos em 2028 num total de R$ 750 milhões, segundo fontes, também foi bem recebida pelos investidores. Segundo fontes da editora de internacional da AE, Regina Cardeal, a reabertura dessa emissão foi concluída com o papel sendo colocado a 99,75% do valor de face. Segundo essas fontes, o rendimento para o investidor (yield) ficou em 10,28%. O montante da emissão ficou, como estava previsto, em R$ 750 milhões. A demanda pelos papéis foi estimada em torno de R$ 2 bilhões. A primeira captação do bônus 2008 foi feita em fevereiro deste ano, quando o Tesouro vendeu R$ 1,5 bilhão. Com a colocação de mais R$ 750 milhões, o volume do papel no mercado sobe para R$ 2,250 bilhões.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,46%, aos 44.350 pontos. O pregão brasileiro teve o típico alinhamento com a dinâmica de negócios com as Bolsas americanas, mas ainda repercutiu os efeitos da compra bilionária do grupo Ipiranga, anunciada na segunda-feira. O giro de negócios foi de R$ 3,018 bilhões. No acumulado deste ano, a Bolsa brasileira conseguiu reduzir as perdas para 1,7% após o período de turbulências internacionais.
Wall Street
Em Wall Street, as bolsas americanas subiram, com o Dow Jones em +0,51%, o Nasdaq em +0,58% e o S&P em +0,63%.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,078 para venda nos últimos negócios, em leve queda de 0,04%. Desde o início do mês, foram dez dias em que o mercado de câmbio teve fechamento em baixa. Os contratos futuros de juros encerram o dia praticamente estáveis sobre ontem.
Recuperação
O pregão brasileiro emendou seu segundo dia de recuperação, sustentado, de uma parte, pelo tom positivo dos negócios em Wall Street, às voltas com notícias positivas sobre o mercado imobiliário local e por notícias de possíveis fusões e aquisições entre grandes empresas.
Construção
A notícia positiva que ajudou a melhorar o humor do mercado veio do setor de construção civil. O ritmo de construções de casas nos EUA teve um crescimento de 9% em fevereiro - maior alta desde a alta de 13,1% em janeiro de 2006. O número ajudou a aliviar parte dos temores sobre o setor imobiliário, após os problemas com o segmento dos créditos de maior risco.
Contaminação
Economistas e investidores temem que os problemas nesse segmento contaminem o restante do setor imobiliário e, por extensão, a economia em geral. Investidores de todo mundo aguardam o encerramento da reunião de dois dias do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que vai decidir a nova taxa básica de juros dos EUA.
Consenso
O consenso de mercado aponta para a manutenção da taxa em 5,25% ao ano. Há preocupação, no entanto, sobre o teor do comunicado pós-reunião, que vai sinalizar a análise da autoridade monetária sobre os rumos da maior e mais influente economia do planeta.
Efeito Ipiranga
A alta da Bolsa brasileira ainda teve repercussão do efeito Ipiranga, com a valorização dos papéis de algumas das principais empresas envolvidas na operação, Petrobras e Braskem. A ação preferencial da petrolífera subiu 2,36%, enquanto o ativo da petroquímica subiu 2,20%.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam estáveis e,
segundo analistas, devem se manter assim devido ao alto custo da gasolina. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para
entrega em abril ganhou 14 centavos, fechando a US$ 56,73.
Européias
As Bolsas européias conseguiram fechar em alta, depois de ficarem em baixa pela manhã, animadas pelo sentimento positivo de Wall Street e pelos ganhos de bancos como ABN Amro. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,5% em 6.220,30 pontos. O DAX Xetra, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,4% para 6.700,29 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, terminou em alta de 0,8%, em 5.503,27 pontos. Em Lisboa, o índice PSI 20 terminou estável em 11.508,91 pontos. Em Madri, o IBEX 35 fechou em alta de 0,5% em 14.323,2 pontos.
Com agências





