Sem solavancos
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão de ontem em leve queda de 0,02%, aos 43.278 pontos. O dia do mercado foi volátil, mas sem os fortes ‘‘solavancos’’ da semana retrasada. O pregão brasileiro seguiu a dinâmica de negócios das praças americanas, mas próximo ao fechamento, alguns investidores preferiram sair da Bolsa, na expectativa do principal indicador econômico da semana.

CPI
  Hoje, antes da início dos negócios na Bovespa, o governo americano revela o CPI (índice de preços ao consumidor) relativo a fevereiro. Junto com o PPI (preços no atacado), divulgado ontem, o indicador forma um quadro sobre o nível de pressões inflacionárias da maior economia do planeta.

Câmbio
  O dólar comercial foi negociado a R$ 2,090 para venda, em queda de 0,42%. Trata-se da sétima redução da taxa de câmbio em menos de dez dias. Os contratos de juros futuros ficaram praticamente estáveis, após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que praticamente não mexeu com o mercado.

Inflação
  A manutenção da inflação nos níveis atuais e a consolidação do cenário de estabilidade na economia contribuem para a continuidade do processo de redução progressiva da percepção de risco, e isso abre espaço para juros reais menores no futuro. É o que destaca a ata da reunião que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou na semana passada, quando baixou a taxa básica de juros (Selic) de 13% para 12,75% ao ano.

Cautela
  Foi a segunda vez que a redução ficou em 0,25 ponto percentual, e tudo leva a crer que o BC manterá essa tendência nas próximas reuniões do Copom. Isso porque, de acordo com a ata, distribuída ontem, a atuação cautelosa tem sido fundamental para que a inflação evolua segundo a trajetória de metas traçada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

IGP
  O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), acelerou e apontou uma inflação de 0,38%, em março. A taxa apurada em fevereiro foi de 0,28%. No ano, o índice de preços acumula alta de 1,05% e nos últimos 12 meses o avanço chega a 4,13%. A alta foi comandada pelos produtos agrícolas no atacado.

Humor azedo
  O humor dos investidores foi azedado logo no início do dia, com uma inflação acima do esperado nos EUA. O chamado PPI (sigla em inglês para índice de preços no atacado) foi de 1,3% em fevereiro, contra projeções de bancos e corretoras que variaram entre 0,4% e 0,6%. O mercado tomou um ‘‘susto’’ e apontava para um dia de perdas fortes.

Expectativas
  Uma inflação acima do esperado frustra as expectativas de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) reduza os juros básicos da economia americana nas próximas reuniões. Juros mais altos, em tese, não favorecem as Bolsas de Valores. O dado, no entanto, foi compensado, primeiro, pelo número mais positivo do mercado de trabalho. O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caiu em 12 mil na semana encerrada no último dia 10.

Setor imobiliário
  O mercado também passou a relativizar as preocupações com o setor imobiliário. A ação de uma das empresas do setor que estiveram em foco nos últimos dias, a Accredited Home Lenders, chegou a subir, comprada pelos chamados ‘‘caçadores de barganhas’’ em Wall Street.

Européias
  As bolsas européias subiram forte ontem, animadas por notícias sobre fusões e aquisições no setor de tabaco. Também as mineradoras se destacaram na lista de alta. O índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 2,1%, em 6.585,47 pontos, o CAC 40, de Paris, avançou 1,8% para 5.389,85 pontos, e o FTSE 100, da Bolsa de Londres, ganhou 2,2%, terminando em 6.133,20 pontos. Em Madri, o IBEX-35 fechou em alta de 2,5% em 13.940,4 pontos. E em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,8% para 11.463,5 pontos.

Tóquio
  Compras seletivas ajudaram a Bolsa de Tóquio a recuperar parte das suas perdas de ontem e levaram o índice Nikkei-225 a fechar em alta de 1,1% ontem, a 16.860,39 pontos. A valorização do dólar e os ganhos de quarta-feira em Wall Street também impulsionaram a Bolsa japonesa.

China
  A Bolsa da China também recuperou-se ontem, liderada por empresas com investimentos em bancos domésticos e corretoras. A expectativa sobre o pagamento de dividendos é grande, em razão do forte crescimento econômico e da grande corrida para o mercado de ações no ano passado. O índice Xangai Composto subiu 1,6% e fechou em 2.951,70 pontos, recuperando parte das perdas de 2% registradas na quarta-feira. O Shenzhen Composto teve alta de 1,8% e fechou em 785,97 pontos.

Petróleo
  O petróleo fechou em baixa, após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter, conforme esperado, suas cotas de produção. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘‘light sweet’’ para entrega em abril perdeu 61 centavos, fechando a US$ 57,55. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em abril (último dia do contrato), caiu oito centavos, para fechar a US$ 60,98. (Com Agências)

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