MERCADO FINANCEIRO
Fôlego na Bolsa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tomou fôlego nas últimas horas do pregão de ontem e fechou em alta de 1,26%, aos 43.288 pontos. Corretores afirmam que o mercado, que segue colado às Bolsas americanas, foi afetado por compras de investidores atrás de ações a preço atrativos, quando o cenário dos EUA ficou positivo. O giro de negócios foi de R$ 3,7 bilhões.
Influência
O desempenho da Bovespa também foi favorecido pela sexta queda da taxa de câmbio em menos de dez dias, em linha com a baixa dos juros futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O dólar comercial foi negociado a R$ 2,099 para venda, com recuo de 0,23%.
Risco
No fim do dia o risco Brasil recuava 5 pontos para 193 pontos base. Na Bovespa, os papéis mais líquidos fecharam com alta de 0,29% (Petrobras PN) e de 1,89% (Vale PNA).
Dia volátil
Os mercados mundiais tiveram um dia bastante volátil e contrariaram as expectativas iniciais de uma nova jornada de perdas. A forte tendência à baixa na Ásia repercutiu na Europa, onde Londres encerrou em 2,61% negativos, Paris com menos 2,52% e Frankfurt, menos 2,67%.
Asiáticas
Na Bolsa de Tóquio, segunda praça financeira mundial, o índice Nikkei terminou a quarta-feira com perda de 2,92%. Toda a região asiática foi afetada. Seul fechou em baixa de 2,00%, Sidney de 2,10%, Wellington de 1,29%, Taipei de 1,48% e Manila, de 3,38%. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong também caiu 2,57%, enquanto que em Xangai a perda foi de 1,97%.
Más notícias
Investidores relativizaram as más notícias do setor imobiliário americano e foram às compras principalmente nas últimas horas dos pregões. A Bolsa brasileira mostrou que está cada vez menos colada aos noticiário doméstico e seguiu de forma estrita a dinâmica de Wall Street.
Mais negociadas
A lista das ações mais negociadas - Vale do Rio Doce, Petrobras, CSN, Usiminas e Banco do Brasil - mostram os investidores indo às compras mas preferindo os papéis com maior liquidez - ágeis para compra e venda.
Ata e PPI
Hoje, se a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não mostrar análises que surpreendam os economistas de bancos e corretoras, o mercado deve aguardar a divulgação do PPI (sigla em inglês para índice de preços no atacado) dos EUA, que vai sinalizar a existência ou não de pressões inflacionárias de importância na maior economia do planeta.
Empresas
Os papéis da Brasil Telecom estiveram entre os destaques da Bolsa no pregão de ontem: a ação prefencial da empresa valorizou 4,26%, na lista das maiores altas do Ibovespa. Na terça-feira, a operadora revelou suas expectativas para 2007, com foco no crescimento da base de telefonia móvel e acessos de banda larga. Também revelou que pretende reter parte do caixa para aquisições e consolidação de sua participação no mercado.
Parceria
Hoje, a empresa deve lançar, em parceria com a Sky, um pacote de serviços de telefonia fixa, celular, acesso à internet em banda larga e TV por assinatura. Em relatórios distribuídos hoje para investidores, analistas de bancos e corretoras manifestaram dúvidas quanto a política de investimentos da operadora e seus possíveis impactos na distribuição de dividendos.
Juros
Na BM&F, as taxas futuras encerraram em queda, com o DI janeiro de 2010, o mais líquido pelo segundo dia consecutivo, fechando em 11,83%, de 11,89% terça. O DI janeiro de 2009 terminou em 11,82% ante 11,88%.
Petróleo
Os preços do petróleo terminaram ontem muito perto de seu nível da véspera, depois da publicação de um relatório sobre os estoques americanos que não reservou nenhuma surpresa e na véspera de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril ''light sweet'' para entrega em abril subiu 23 centavos, fechando em US$ 58,16. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em abril (último dia do contrato), subiu 16 centavos a US$ 61,06.





