Câmbio
O dólar comercial caiu ontem pela quinta sessão consecutiva e reverteu toda a alta acumulada após a turbulência nos mercados globais, iniciada no final de fevereiro. A moeda norte-americana fechou em queda de 0,52%, vendida a R$ 2,088. No dia 26 de fevereiro, véspera da queda de quase 9% da Bolsa de Xangai, que deu início à turbulências nos mercados globais, o dólar havia fechado a R$ 2,084. No meio da turbulência, o dólar chegou a bater em R$ 2,151 reais, dia 5 de março.

Wall Street
As Bolsas de Valores norte-americanas, que abriram fracas em meio à preocupação com o setor de crédito imobiliário, operavam em leve alta durante a tarde, impulsionadas pelo setor de tecnologia e pela queda nos preços do petróleo.


Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta ontem à tarde, após manter-se em queda no período da manhã. Às 16h52, o Ibovespa (principal indicador do mercado) subia 0,21%, aos 44.225 pontos.

Européias
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem, com os temores sobre o mercado subprime (hipotecas concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos) nos EUA se sobrepondo às notícias sobre fusões e aquisições na Europa. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,19% para 6.233,30 pontos, o CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 0,75%, em 5.496,70 pontos, e o DAX 30, da Frankfurt, terminou virtualmente inalterado, com queda de 0,02%, em 6.715,49 pontos.

Sem crédito
Nos EUA, a New Century Financial, segunda maior financiadora de créditos hipotecários subprime do país depois do HSBC, confirmou que teve suas linhas de crédito cortadas. Na semana passada, a New Century havia suspendido os novos empréstimos por falta de recursos.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio ampliou ontem seus ganhos pela terceira sessão consecutiva, com a recuperação do dólar frente ao iene impulsionando as ações de empresas exportadoras, como Sharp e Canon. O índice Nikkei 225 avançou 0,8% e fechou em 17.292,39 pontos. A cotação do dólar subiu de cerca de 117,2 ienes na sexta-feira para perto de 118,1 ienes.

China
A demanda institucional pelos papéis do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) e do Banco da China fizeram com que o mercado acionário em Xangai registrasse alta pelo quinto pregão consecutivo. Por outro lado, as ações de grandes empresas registraram retração, depois dos recentes ganhos, limitando os ganhos do mercado.

Inflação
A expectativa de inflação para 2007 cai há seis semanas, de acordo com a pesquisa Boletim Focus, do Banco Central, que consulta analistas de mercado e de instituições financeiras. O grupo é ouvido todas as sextas-feiras sobre tendências dos principais indicadores da economia. A pesquisa, divulgada ontem, estima que Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, será de 3,87%, levemente abaixo dos 3,88% da semana anterior.

Estabilidade
A redução da expectativa de IPCA aconteceu de forma mais acentuada, nas pesquisas anteriores, e agora mostra estabilidade quanto ao comportamento futuro dos preços. Tanto que o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), revela aumento de 3,83% para 3,88% na comparação semanal. Mas, esse índice vale só na capital paulista.

Abaixo da meta
Todas as simulações do Boletim Focus mostram inflação abaixo da meta de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com projeções estáveis de 0,28% para o IPCA deste mês, e de 0,30% para o IPCA de abril, enquanto a estimativa de inflação para os próximos 12 meses baixou de 3,78% para 3,77%.

Administrados
A perspectiva também é a mesma há quatro semanas para os preços administrados por contrato ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte urbano, medicamentos, educação e outros). De acordo com a pesquisa do BC, esses preços devem subir 3,80% neste ano e 4% em 2008.

IGPs
A projeção dos preços no atacado também é de estabilidade nos dois indicadores pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV): o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) mantém a estimativa de 4,08% no ano, enquanto o índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) evoluiu de 4% para 4,01%.

Balança
O saldo da balança comercial, de US$ 770 milhões na segunda semana de março, foi o melhor resultado do ano, e 25% maior em relação à segunda semana de março de 2006, quando o superávit ficou em US$ 616 milhões. Mas o superávit acumulado neste ano, de US$ 6,358 bilhões, ainda é 7,38% menor que no mesmo período de 2006, quando o superávit ficou em US$ 6,865 bilhões. As importações no período aumentaram 25,2%, enquanto as exportações cresceram apenas 15%. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Comércio Exterior.


Com agências

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