MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cedeu 1,28% no fechamento de ontem, aos 42.667 pontos, com volume financeiro de R$ 3,35 bilhões. O mercado acionário, que teve uma trajetória errática durante todo o dia, e somente acelerou o ritmo de queda próximo ao horário de fechamento. O dólar comercial foi negociado a R$ 2,113 para venda, nas últimas operações do mercado de câmbio, em queda de 0,23%.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,22%; Petrobras PN, -1,07%; Embratel Par. PN, -2,22%; Usiminas PNA, -2,80%; Vivo PN, -2,59%; Vale R. Doce PNA N1, -0,52%; Bradesco PN N1, -1,76%; Eletrobrás PNB, +0,25%; Sid. Nacional ON, -1,48%; Cemig PN N1, +0,24%.
Cautela
Segundo profissionais de mercado, os grandes investidores ainda continuam operando com cautela e com pouca tolerância a perdas, após os solavancos da semana passada. Como se refere um operador de Bolsa, os investidores continuam no ''fio da navalha''.
Animação fugaz
De acordo com operadores, pela manhã, grandes investidores animaram o mercado com algumas operações de compra, esperando alguma continuidade do movimento de recuperação visto na terça-feira, quando a Bolsa subiu 4,95%. O baixo volume de negócios visto durante todo o dia, e a queda nas Bolsas americanas, não deu sustentação para o pregão repetir o desempenho de terça.
Giro
Próximo ao fechamento, a estratégia reverteu: quem havia comprado pela manhã foi liquidar os papéis mais atrativos, o que precipitou a queda do Ibovespa. O baixo volume de negócios - o giro somente chegou à casa dos R$ 2 bilhões no meio da tarde - indicou que a maioria dos investidores estava cauteloso, à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e de olho nos EUA.
Livro Bege
Amanhã será divulgado um indicador importante sobre a geração de emprego, que deve ser avaliado com atenção por bancos e corretoras. O ''Livro Bege'' - relatório do Federal Reserve (Fed, o BC americano) - mostrou que a atividade econômica americana manteve um ritmo modesto de expansão, mas que alguns bolsões de desaceleração ainda permanecem no país.
Wall Street
Os números tiveram impacto limitado sobre os pregões americanos, que encerraram o dia com quedas modestas. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, caiu 0,12%, aos 12.192 pontos. O S&P500 recuou 0,25%, aos 1.391 pontos. O Nasdaq Composite, da bolsa eletrônica, retraiu 0,44%, aos 2.374 pontos.
Juros
CDB prefixado de 33 dias, 12,57% ao ano. Capital de giro, 16,79% ao ano. Hot money, 1,76% ao mês. CDI, 12,90% ao ano. Over a 12,94%.
Européias
As Bolsas européias mantiveram ontem o ritmo de recuperação e fecharam em alta pelo segundo dia seguido, depois da reação observada ontem às quedas que vinham registrando desde a semana passada. A Bolsa de Londres teve ligeiro ganho de 0,3%, fechando com 6.156,50 pontos; a Bolsa de Frankfurt fechou o dia com alta também de 0,3%, com 6.617,75 pontos; e a Bolsa de Paris fechou com a mesma valorização, 0,3%, e 5.455,07 pontos.
Taxas do BCE
Hoje tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco da Inglaterra (ambos bancos centrais, dos países que utilizam o euro e do Reino Unido respectivamente) devem anunciar suas taxas de juros, e na sexta-feira (9) o Departamento do Trabalho dos EUA deve anunciar os dados sobre criação de empregos e sobre o desemprego no país referentes a fevereiro.
Atenção
Os dados deverão ser examinados com atenção pelos investidores europeus, que procuram dados positivos para manter o ritmo de recuperação nas Bolsas. Na semana passada, após a queda de 8,8% na Bolsa de Xangai e com a valorização do iene, que afetou a Bolsa de Tóquio, as demais Bolsas asiáticas passaram a operar em queda e afetaram a confiança nos mercados financeiros na Europa.
Petróleo
Os preços do petróleo deram prosseguimento a sua recuperação ontem, após a divulgação do relatório sobre as reservas estratégicas americanas, que diminuíram na semana encerrada em 2 de março. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet'' para entrega em abril subiu 1,13 dólar, fechando a US$ 61,82. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em abril aumentou 1,11 dólar, para terminar a US$ 62,50.
Com agências





