Bovespa
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com forte alta de 4,95%, aos 43.218 pontos, e volume financeiro de R$ 3,5 bilhões. Os negócios domésticos seguiram, mais uma vez, a tendência dos mercados externos, que ontem foi de reavaliação das perdas agudas dos pregões anteriores. O dólar comercial recuou para um valor próximo aos níveis pré-crise. A moeda americana foi cotada a R$ 2,118 nos últimos negócios do dia, em queda de 0,84%.

Recuperação
  O portfólio de muitos investidores foi ‘‘salvo’’ pela retomada de ontem, que recuperou praticamente metade da queda acumulada (10,9%) desde o início das turbulências mundiais. Analistas destacam que houve somente uma recuperação pontual e que, numa semana repleta de indicadores econômicos importantes, o pregão pode sofrer novos solavancos.

Copom
  Hoje, os investidores brasileiros aguardam o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O nervosismo do mercado mundial reforçou as apostas por um novo corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros.

Livro bege
  No front externo, o governo americano divulga o notório ‘‘Livro Bege’’, sumário de dados macroeconômicos dos EUA que deve merecer atenção dos analistas. O dado mais importante, no entanto, deve sair no dia seguinte, sobre a geração
de emprego, sendo um indicador mais sensível sobre o nível de expansão da maior economia do planeta.

Sinais
  A terça-feira amanheceu sinalizando um dia positivo para a bolsa brasileira. Na China, o índice Xangai fechou em alta de 2%. Em Tóquio, o Nikkei ganhou 1,2%. Em Londres, o FT-100 subiu 1,32%. Em Paris, o CAC avançou 0,97% e, em Frankfurt, o DAX-30 teve valorização de 0,92%. Só faltavam as bolsas de Nova York para confirmar que o mercado de ações doméstico poderia ter um dia de recuperação.

Wall Street
  ‘‘Tecnicamente, o dia seria de correção porque ontem (segunda-feira) o índice fechou perto dos 41 mil pontos. É um nível que atrai compradores’’, comentou um operador. Mas Wall Street ainda resolveu dar uma força para o movimento positivo. O Dow Jones fechou em alta de 1,30%, o Nasdaq avançou 1,90% e o S&P 500 subiu 1,55%.

Risco
  O risco Brasil também colaborou com a melhora da bolsa. No fim da tarde estava em baixa de 4 pontos, para 197 pontos base.

Movimentos
  ‘‘O dia foi bom. Mas também foi ruim’’, comentou um operador. Ele explicou que quedas drásticas e altas fortes não dão consistência ao mercado. São movimentos que evidenciam a volatilidade e as incertezas sobre a tendência das bolsas. Ou seja, para o operador, a volatilidade deve continuar. ‘‘O mercado está sensível a qualquer movimento mais forte, para cima ou para baixo’’, explicou.

Ranking
  Entre os papéis que compõem o Ibovespa, apenas um fechou em baixa: Natura ON (-0,43%). As maiores altas foram BRT Par ON (+9,59%), Cesp PNB (+8,70%) e Usiminas PNA (+7,75%).

Empresas
  A TIM registrou um prejuízo de R$ 301,7 milhões no ano passado, o que representa uma queda de 69,5% em relação às perdas de 2005 (R$ 989,6 milhões). A empresa conquistou 1,3 milhão de clientes no quarto trimestre do ano passado, contra 1,7 milhão registrados nos três meses anteriores. A ação preferencial subiu 6,26%, à cotação de R$ 7,12.

Análise
  Analistas destacaram que prejuízo foi menor que o esperado e que houve uma redução importante no valor dos subsídios dos aparelhos, casado com o aumento da base de clientes para
25,5 milhões, o que garantiu o aumento da participação no mercado de telefonia móvel para a operadora.

Usiminas
  A siderúrgica Usiminas apurou lucro líquido de R$ 2,515 bilhões em 2006, o que representa uma queda de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado bateu com as expectativas de analistas, que destacaram expectativas favoráveis para o mercado interno para produtos siderúrgicos em 2007. A ação preferencial avançou 7,75%, no valor de R$ 85,50.

Com agências

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