Dia nervoso
  Os mercados asiáticos tiveram ontem mais um dia de extremo nervosismo, com Tóquio e outras praças em baixa, ainda desestabilizadas pela crise dos últimos dias em todo o mundo. No entanto, Xangai, que desencadeou a tempestade nas Bolsas com uma queda de 8,84% na terça-feira, encerrou a semana em alta de 1,30%.

Minicrack
  O ‘minicrack’ do início da semana continua influenciando os mercados. Os investidores temem as conseqüências de um desaquecimento da economia dos Estados Unidos e a explosão de uma bolha na Bolsa chinesa. Neste clima de grande tensão, pelo quarto dia consecutivo o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou a sessão de sexta-feira com uma queda significativa de 1,35%, a 17.217,93 pontos. Em uma semana, o Nikkei perdeu 970,49 pontos, ou seja -5,34%.

Bovespa
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou uma semana histórica em queda de 2,64%, aos 42.369 pontos. O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, acumulou perdas de 7,92% em uma semana marcada pelo pior pregão em seis anos. O volume financeiro foi de R$ 4,47 bilhões.

Sensibilidade
  Insegurança e cautela são palavras chave que guiaram a atuação dos investidores - e preenchendo relatórios de bancos e corretoras - nesta semana. Após o susto de terça-feira, os negócios ficaram mais sensíveis a qualquer notícia que confirmasse os temores de uma desaceleração na economia americana ou de mudanças drásticas no mercado de capitais chinês.

Destaques
  Entre as ações que escaparam da derrocada geral se destacaram os papéis de algumas operadoras, beneficiadas por notícias específicas. O ativo de Brasil Telecom, por exemplo, valorizou com as novidades sobre uma possível compra por uma multinacional do Oriente Médio. A ação preferencial da empresa subiu 4,5%. O papel da holding Brasil Telecom teve alta de 1,87%.

Dólar
  O dólar comercial foi cotado a R$ 2,133 nos últimos negócios - alta de 0,70% no dia - e acumulou valorização de 2,11% nesta semana, também pressionado pelas turbulências dos mercados financeiros mundo afora. Corretores de câmbio também apontam a influência do Banco Central, que atuou de maneira agressiva.

Wall Street
  Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 0,88%, aos 12.114,10. O S&P 500 cedeu 1,14%, aos 1.387,17. O Nasdaq Composite retraiu 1,51%, aos 2.368 pontos. Os preços do petróleo fecharam em baixa. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ‘‘light sweet crude’’ para entrega en abril perdeu 36b centavos de dólar, fechando em US$ 61,64. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent del mar del Norte para entrega en abril perdeu 3 centavos de dólar, fechando em US$ 62,08.

Com agências

mockup