MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar encerrou em queda ontem com o forte fluxo de ingressos predominando no mercado, mesmo com a atuação diária do Banco Central. A divisa norte-americana terminou o dia a R$ 2,084, em desvalorização de 0,29%. No final dos negócios, a Bovespa operava praticamente estável, a -0,05%.
Banco Central
A autoridade monetária fez leilão de compra de dólares e aceitou menos de cinco propostas, segundo relato de um operador. A taxa de corte ficou em R$ 2,09. A moeda norte-americana chegou a ficar estável durante a operação, mas logo voltou a cair.
Tendência
''A dinâmica do mercado... tem evidenciado curva que registra tendência de queda do preço ao início dos pregões, e posteriormente intenso giro no interbancário que estimula a alta do preço para o momento em que o BC entra com seu leilão de compra'', afirmou Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da corretora de câmbio NGO, em relatório.
Focus
Pela quarta semana consecutiva, economistas de 100 instituições financeiras diminuíram suas projeções para a inflação de 2007. Porém, as estimativas para a taxa básica de juros da economia, a Selic, permaneceram estáveis para março e para o fim do ano, de acordo com a pesquisa semanal Focus, divulgada hoje pelo Banco Central.
Inflação
Segundo os dados do levantamento, as previsões do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo para balizar a meta de inflação, caíram de 3,94% para 3,91% em 2007. Com a redução, as apostas ficaram ainda mais abaixo da meta central de 4,50% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Estabilidade
Nas instituições Top 5, aquelas que mais acertam suas previsões, as estimativas para o IPCA neste ano ficaram estáveis em 3,89% no cenário de médio prazo e seguem inferior à meta central, de 4,50%. Para este mês, os mercado financeiro acredita que o indicador continuará em 0,45%, como previu anteriormente. A estabilidade interrompeu uma sequência de duas semanas seguidas de reduções dessas previsões, que estavam em 0,48% há quatro semanas. Para março, as estimativas de IPCA recuaram de 0,30 % para 0,29%.
Selic
Segundo as apostas dos economistas, a Selic poderá ser de 12,75% em março e 11,50% no fim de 2007. Caso se confirme a previsão para o próximo mês, o porcentual de redução dos juros será de 0,25 ponto. As estimativas de taxa média de juros para este ano também não mudaram e prosseguiram em 12,16%. Para o final de 2008, as projeções de juros ficaram estáveis em 10,50%.
IGPs
Dos indicadores de preços que integram a Focus, apenas o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas (Fipe) sofreu alteração. As projeções do mercado financeiro para o IPC da Fipe deste ano subiram de 3,95% para 3,98%. Para 2008, as apostas de variação do IPC da Fipe aumentaram de 3,90% para 4%. Com isso, as previsões voltaram ao mesmo patamar das estimativas feitas há quatro semanas.
Estáveis
Entretanto para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) as projeções não foram alteradas. As apostas para o IGP-DI neste ano ficaram estáveis em 4%. As estimativas dos economistas para o IGP-M em 2007 continuaram em 4,07%. Para 2008, as estimativas de alta do IGP-M caíram de 4,10% para 4,05%. A queda ocorreu após cinco semanas consecutivas de estabilidade destas previsões em 4,10%.P
Caixa
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro de R$ 2,39 bilhões no ano passado. O número representa um crescimento de 15,45% sobre o resultado apresentado em 2006 (R$ 2,07 bilhões). A maior parte desse lucro, R$ 1,46 bilhão, será destinado ao Tesouro Nacional. Segundo o banco, trata-se de um resultado recorde para a instituição financeira.
Crédito
O banco federal teve no ano passado R$ 45,689 bilhões em operações de crédito, em um crescimento de 23% no ano. A receita dessas operações --R$ 8,92 bilhões-- apresentou uma elevação de 19%. ''O resultado é histórico. É o maior da nossa história e foi impulsionado principalmente pela nossa carteira de crédito'', disse Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa.
Habitação
Sobre a carteira de habitação, a Caixa destinou R$ 13,85 bilhões para o setor. O banco conseguiu com a prestação de serviços R$ 5,595 bilhões contra R$ 5,166 bilhões em 2005, uma variação de 8,3%.
Pagamento
Essas receitas ficaram abaixo do que foi necessário para cobrir os gastos com a folha de pagamento, que somaram R$ 6,244 bilhões, um aumento de 11,8%. De acordo com a Caixa, o aumento dos gastos com pessoal foi decorrência da abertura de novas agências e da contratação de 3.995 novos empregados.
Com agências Estado e Folhapress





