Dólar recua
O dólar comercial encerrou em baixa ontem, depois de quatro dias de avanço, refletindo uma atuação mais branda que o esperado do Banco Central e o movimento da moeda no mercado externo. A divisa norte-americana terminou a sessão vendida a R$ 2,109, com declínio de 0,24%. O dólar também recuava frente ao euro e o iene.

Banco Central
O Banco Central (BC) fez leilão de compra de dólares à tarde e aceitou por volta de cinco propostas, segundo relato de operadores, com corte a R$ 2,1092. No leilão de swap cambial reverso, a autoridade monetária se concentrou em rolar o vencimento de 1º de março, vendendo o equivalente a US$ 452,1 milhões.

Compras
Nas últimas quatro sessões, as compras mais fortes de dólar do Banco Central fizeram a moeda norte-americana acumular alta de 1,4%, depois de ter atingido mínima em nove meses na semana passada, abaixo de R$ 2,10. Alguns operadores cogitaram que o BC pudesse aproveitar o leilão de swap para oferecer mais contratos e dar uma sustentação maior para o dólar.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo teve o melhor dia do ano ontem impulsionada por notícias de empresas e pela proximidade do vencimento de índice futuro, que ocorre hoje. Segundo dados preliminares, o Ibovespa avançou acima dos 45 mil pontos. O volume financeiro ficou em R$ 3,8 bilhões.

Valorizações
O mercado viu valorizações expressivas, como Arcelor Brasil , que disparou 12,6%, com o terceiro maior giro do Ibovespa, e Usiminas , que registrou ganho de 7,4%. O movimento foi generalizado e apenas cinco dos 58 papéis do índice caíram.

Influências
  O comportamento das bolsas de Nova York influenciou positivamente os negócios. Às 18h30, o Dow Jones subia 0,76%, o Nasdaq avançava 0,21% e o S&P 500 registrava alta de 0,65%. Wall Street teve um dia positivo, estimulado pelo anúncio de recompra de ações pela 3M e ainda por especulações de que a Alcoa pode receber propostas de compra independentes da BHP Billiton e Rio Tinto.

General Motors
  Outro destaque, segundo apurou a jornalista Carolina Ruhman, foram as ações da General Motors, que subiram depois de a Merrill Lynch ter elevado sua recomendação para a montadora de ‘‘venda’’ para ‘‘compra’’.

Vale do Rio Doce
  Por aqui, o principal destaque ficou por conta dos papéis da Vale do Rio Doce. Vale PNA fechou em alta de 3,63%, impulsionada por decisão da Merrill Lynch de elevar o preço-alvo do ADR da empresa, de US$ 34 para US$ 42. Em conseqüência, a instituição também elevou o preço da Bradespar, de R$ 56 para R$ 80. Bradespar PN subiu 4,50%.

Arcelor
  Ainda no setor siderúrgico, Arcelor ON liderou o ranking das maiores altas do Ibovespa, com valorização de 12,40%. Agradou ao mercado a revisão de valores feita pela Comissão de Valores Mobiliários em relação à oferta pública da Arcelor Mittal. A revisão apontou que a OPA deve ser de 4,57 euros por ação da Arcelor Brasil, numa parcela em dinheiro, e de 0,3942 papéis da controladora Mittal, numa fatia em ações. Com isso, o preço total estimado por ações da Arcelor Brasil sobe para R$ 51,27, equivalente a um prêmio de 21% em relação ao fechamento de ontem das ações, a R$ 42,35 a unidade.
  As ações dispararam, mas a dúvida sobre a possibilidade de a Arcelor Mittal recorrer na Justiça da decisão da CVM acabou impedindo uma alta ainda maior das ações. A Arcelor Brasil tem 15 dias para se manifestar sobre a decisão da CVM.

Coca-Cola
A Coca-Cola Enterprises, a principal empresa engarrafadora da Coca-Cola nos Estados Unidos, anunciou a supressão de 3.500 empregos, ou seja, cerca de 5% de seu pessoal, como parte de um plano de reestruturação. A empresa, da qual a Coca-Cola possui 35% das ações, também anunciou uma perda líquida de US$ 1,1 bilhão em 2006, devido a um custo excepcional de 2,9 bilhões na reavaliação dos ativos, assim como dos gastos de reestruturação.

Preços
  O grupo alega que sofreu as conseqüências de um aumento do preço das latas de alumínio e do xarope de milho. Para 2007, a companhia espera uma ‘‘redução de entre 5% a 10% do lucro por ação’’ devido a uma alta de 9% nos custos de produção.

Petróleo
  Os preços do petróleo fecharam em alta ontem, puxados por problemas em refinarias nos EUA e pelo relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê um aumento da demanda da commodity, citando os mercados da China e do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a AIE alertou que o consumo global de petróleo poderá novamente superar a nova oferta do produto em três anos, se não forem adotadas políticas para administração da demanda. Na Bolsa de Nova Iorque (Nymex), os contratos de petróleo para março subiram US$ 1,25 (2,16%) e fecharam a US$ 59,06 por barril. Em Londres, na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março fecharam a US$ 57,03 por barril, em alta de US$ 0,43 (0,76%).

(Com agências Estado e Folhapress)

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