Alta consecutiva
O dólar comercial encerrou em alta ontem pela quarta sessão consecutiva, com a atuação mais firme do Banco Central dando impulso à moeda norte-americana. O dólar fechou a R$ 2,114, em valorização de 0,24%. Às 16h30, a Bovespa operava em baixa de 0,09%, aos 44.245 pontos.

Reforço
Desde a semana passada, o BC reforçou suas atuações no mercado à vista, segundo operadores, o que fez com que a moeda norte-americana retomasse o patamar de R$ 2,10, depois de ter recuado a R$ 2,08 no dia 6.

Intervenções
''Hoje (ontem), acredito que (a alta foi) em função das intervenções do Banco Central, que têm sido bem mais contundentes, o mercado calcula que nos últimos três dias úteis ele comprou cerca de US$ 1,8 bilhão'', comentou Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da Action Corretora.

Leilão
No leilão de compra de dólares desta sessão, a autoridade monetária adquiriu ao menos 10 propostas, segundo operadores. Na semana passada, as reservas internacionais subiram US$ 1,93 bilhão, para perto dos US$ 94 bilhões. ''(O BC) acabou sendo o fator preponderante, de resto o cenário está basicamente o mesmo, novidades lá fora só entre quinta e sexta-feiras'', acrescentou o operador.

Influências
Nos últimos dois dias desta semana, que antecede o feriado de Carnaval no Brasil, o mercado acompanhará os dados de preços de importados e preços ao produtor nos EUA. Antes disso, há discursos do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Congresso norte-americano na quarta e quinta.

Fôlego
Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, reiterou que a atuação do Banco Central é o que tem feito diferença no mercado, já que os juros brasileiros elevados, os números positivos da economia do país e o superávit comercial ainda favorecem valorização do real. ''A pergunta que não quer calar é até quando o BC vai ter fôlego para segurar (a cotação)'', disse Vogeler.

Focus
A taxa básica de juros que serve para remunerar os títulos do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), hoje de 13% ao ano, deve terminar 2007 na faixa de 11,50%, de acordo com expectativa média de uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras consultados pelo Banco Central, na última sexta-feira (9), sobre as tendências do mercado em relação aos principais indicadores da economia.

Condições
Os analistas financeiros acreditam que as condições macroeconômicas continuam favoráveis, e como a inflação continua sob controle e sem perspectiva de pressão a curto e médio prazos, apostam na queda gradativa da taxa de juros, com possibilidade de chegar a 10,50% no final do ano que vem.

PIB
Isso é o que revela o Boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, com os resultados da pesquisa, que confirma, há 24 semanas, o crescimento de 3,50% para o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. O índice é o mesmo para o PIB de 2008, a despeito das afirmações das autoridades governamentais, que falam em evolução anual de até 5%, em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Dívida
A pesquisa do BC elevou de 48,90% para 49% a projeção de equivalência da dívida líquida do setor público em relação ao PIB, no final deste ano. Isso significa dizer que quase metade de tudo que o país produz está comprometido com a dívida. Essa relação, que chegou a 57% em 2003, vem caindo progressivamente, e os economistas da iniciativa privada calculam que a equivalência dívida/PIB pode cair para 47% no ano que vem.

Dólar
Os especialistas reduziram mais um pouco a perspectiva de cotação do dólar norte-americano, que deve chegar ao final de 2007 valendo R$ 2,18 (ante R$ 2,20 na semana passada), e a cotação para o final de 2008, antes estimada em R$ 2,30, caiu para R$ 2,29.

Balança
A pesquisa manteve as projeções de US$ 39 bilhões para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) no ano, e de US$ 17 bilhões para a entrada de investimento estrangeiro direto no setor produtivo; e melhorou de US$ 7 bilhões para US$ 7,50 bilhões a estimativa para o saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior.

Com Folhapress

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