MERCADO FINANCEIRO
Proteção
O POP (Proteção do Investimento com Participação), novo produto financeiro criado pela Bovespa, passará a ser negociado a partir de hoje. O lançamento, que estava programado para ter ocorrido no último dia 2, foi adiado por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que solicitou esclarecimentos extras sobre o POP. O produto promete proteger uma parte do capital aplicado pelo investidor no mercado de renda variável. Isso será possível por meio da combinação de operações com ações nos mercados à vista e de opções. Assim, o POP amortizará os riscos de perdas de capital.
Reservas subiram
As reservas internacionais subiram na quarta-feira US$ 223 milhões. Com a alta, o valor das reservas passou dos US$ 92,812 bilhões da terça-feira para US$ 93,035 bilhões no conceito de liquidez internacional. O aumento coincidiu com a entrada dos dólares comprados pelo Banco Central (BC) na última segunda-feira. Neste dia, a mesa de câmbio do BC aceitou seis propostas no leilão diário de compra de moeda estrangeira.
Merval em alta
O mercado de ações da Argentina fechou com o índice Merval em alta de 5,84 pontos (0,27%), em 2.105,92 pontos. O Merval-25 subiu 0,22% e fechou em 2.064,36 pontos. O volume alcançou o nível recorde de 249,63 milhões de pesos, dos quais 147,33 milhões de pesos corresponderam a transações com ações de empresas locais. Traders disseram que 90% do volume foram relacionados à venda de ações da antiga YPF, do setor de petróleo, por funcionários; essas ações haviam sido transferidas a um fundo dos trabalhadores quando a companhia foi privatizada.
Peso recua
O peso argentino recuou para 3,1050 por dólar, de 3,1025 por dólar quarta-feira. Os bônus domésticos voltaram a cair, com os Discount denominados em pesos perdendo 1,2%, em meio à deterioração da confiança. O analista Ruben Pacual, da Mayoral Bursátil, disse que o mercado reagiu à declaração do presidente Nestor Kirchner, de que é ''errada'' a elevação do risco Argentina em reação ao escândalo que cercou a divulgação do índice de preços ao consumidor de janeiro, no começo da semana. ''Declarações como essa são vistas como má notícia. Elas provocam uma perda de confiança ainda maior'', disse Pascual.
Prévia do IGP-M
Favorecida pela queda nos preços do atacado (-0,01%), a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu menos em fevereiro, com alta de 0,11%, quase três vezes inferior à da taxa apurada em igual prévia em janeiro (0,32%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços do setor atacadista foram puxados para baixo devido à deflação no setor de alimentação (-1,21%) e à desaceleração de preços em combustíveis e lubrificantes (de 0,31% para 0,12%).
Inflação passageira
Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M acumula alta de 0,62% no ano e de 3,51% em 12 meses, até a primeira prévia de fevereiro, que vai do dia 20 a 31 de janeiro. Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, a taxa menor na primeira prévia indica que a inflação mais alta em janeiro era mesmo passageira. Isso reforça a possibilidade de que o IGP-M de fevereiro possa encerrar o mês com uma taxa menor do que a de janeiro (0,5%).
IGP-M no atacado
No atacado, entre a primeira prévia de janeiro até a prévia anunciada ontem, os preços dos alimentos processados saíram de uma alta de 0,85% para uma queda de 0,80%. No mesmo período, os preços dos alimentos in natura passaram de elevação de 2,86% para uma deflação de 2,22%. O economista avaliou que alguns alimentos no setor atacadista estão com boa oferta, o que puxa para baixo os preços. Já no setor de combustíveis, os destaques ficaram por conta de dois produtos: É o caso das quedas de preços em óleos combustíveis (-0,70%); e querosene de aviação (-0,79%).
Varejo
No varejo, a alta de preços junto ao consumidor enfraqueceu, e passou de 0,55% para 0,36%. Isso porque os preços de vestuário estão em queda forte (-1,20%), devido ao grande número de promoções nas lojas. ''Mas o atacado tem duas vezes mais peso do que o varejo, e influenciou mais a desaceleração da prévia do IGP-M'', acrescentou o economista. Na construção civil, a inflação também perdeu força: a alta de preços no setor passou de 0,37% para 0,34%.
IPC-S
Ontem, a FGV anunciou também o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) referente à semana encerrada em 7 fevereiro, que subiu 0,72%, ante alta de 0,69% na semana anterior. O índice foi fortemente pressionado pela aceleração nos preços dos alimentos in natura (de 6,94% para 9,61%) - cuja oferta foi muito prejudicada pelas fortes chuvas dessa época do ano. Para o economista André Braz, essa elevação é passageira e não deve se sustentar até o fim de fevereiro. ''Creio que uma taxa entre 0,40% a 0,50% é um bom resultado para o IPC-S, até o fim do mês'', disse.
Bolsas
As principais Bolsas européias fecharam em queda com os investidores preocupados com um possível aumento na taxa de juros da zona euro na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE) em março. O discurso do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, feito após o anúncio da decisão do BCE de manter as taxas de juros inalteradas em 3,5%, foi interpretado pelo mercado como uma indicação de que o banco deverá aumentar a taxa de juros em março. O Banco da Inglaterra (BOE) também anunciou sua decisão de manter a taxa de juros inalterada.





