Dólar em alta
  Depois de ter caído abaixo de R$ 2,10 quinta-feira, o dólar voltou a fechar em alta ontem. O Banco Central atuou firme nas mesas de operações, comprando a moeda. O mercado já iniciou o dia com a expectativa de que o BC iria atuar para impedir uma valorização ainda maior do real. Essa expectativa deve se manter no início da próxima semana.

Payroll
  Nos EUA, os números do payroll divulgados na manhã de ontem não indicaram uma tendência firme sobre a economia dos EUA. Mas, assim como o statement do Fomc, o mercado de trabalho norte-americano também mostra que no curto prazo não haverá surpresas em relação aos juros dos Fed Funds.

Tendência
  Depois da reunião do Fomc, na quarta, e da ata do Copom, divulgada sexta, o mercado passou a prestar atenção aos dados do payroll divulgados na manhã de ontem. O payroll é um indicador importante usado pelo Fed na condução da política monetária. E a tendência dos juros nos EUA tem sido uma referência fundamental nas expectativas sobre a bolsa de valores.

Bovespa
  Na BM&F, os juros embutidos nos contratos do DI ficaram praticamente estáveis ontem, mas caíram bastante durante a semana. Já a Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira, depois de oscilar bastante durante o dia. A Bovespa operou ‘‘de lado’’ durante todo o pregão de sexta-feira. No encerramento dos negócios, fechou em alta, mas sem muito entusiasmo por parte dos operadores.

Acúmulo de altas
  O Índice Bovespa fechou em alta de 0,41%, com 44.997 pontos. Operou entre a máxima de 45.204 pontos (+0,87%) e a mínima de 44.597 pontos (-0,49%). Com esse resultado, a bolsa passou a acumular altas de 0,80% em fevereiro e de 1,18% em 2007. Na semana, a bolsa subiu 1,32%. O movimento financeiro ontem ficou em R$ 3,009 bi. Com isso, as bolsas ficaram de lado nos EUA e também por aqui.

Ibovespa
  Em relação à bolsa paulista, o Ibovespa continua oscilando em torno de 45 mil pontos. Quando passa um pouco desse nível, a bolsa cai. ‘‘Nesse preço, é difícil aparecer alguém para comprar. O Ibovespa fica caro nos 45 mil’’, comentou um operador. Diante das incertezas em relação à economia dos EUA, o mais provável é que o investidor opere de forma seletiva na Bovespa, ou seja, busque ações de segunda e terceira linha que estão com os preços mais atraentes.

Câmbio
  O dólar à vista iniciou a tarde devolvendo as quedas exibidas na primeira parte dos negócios e renovou as máximas logo após o leilão de compra do Banco Central. No fechamento, o pronto foi cotado a R$ 2,1050, alta de 0,14% e máxima da roda da BM&F e ganho de 0,19% no balcão. A correção refletiu o aumento da demanda pelas tesourarias no mercado à vista após a queda forte das cotações ontem e de o BC ter elevado no leilão de ontem o número de propostas aceitas, ante as últimas atuações, o que gerou expectativas sobre o comportamento da autoridade monetária nas próximas sessões.

Juros
Depois de uma semana de cortes firmes nas taxas, os contratos futuros de juros passaram por uma ligeira correção nesta sexta-feira. A trajetória, entretanto, continua a mesma dos últimos dias. Os analistas consultados avaliam que a semana cheia de indicadores fortes - e positivos - explicam a correção de ontem.

Moeda
  Detalhe que chamou atenção no leilão de ontem foi que o BC comprou moeda na ponta de venda do mercado, o que é também novidade em relação aos últimos leilões, quando pagou taxa de corte inferior ao preço do dólar à vista no momento do leilão. Ontem, a autoridade aceitou taxa de corte de R$ 2,1010, que correspondia ao valor de mercado pouco antes do leilão. Segundo um operador, as taxas declaradas no leilão foram de R$ 2,0975 a R$ 2,1020. Cinco instituições não declararam as taxas pedidas.

Risco Brasil
  No mercado de dólar futuro dos seis vencimentos negociados ontem os dois mais curtos (março e abril/07) projetaram altas e os quatro restantes (maio, junho, julho/07 e janeiro/08), estabilidade. O dólar março apontou alta de 0,07% a R$ 2,110; e o dólar abril/07, +0,06% a R$ 2,121. O volume negociado caiu 12,30% para cerca de US$ 14,48 bilhões, com 289.046 contratos.Por volta das 18 horas, o risco Brasil caía 1 ponto a 181 pontos base; e o risco dos países emergentes também recuava 1 ponto a 165 pontos base.

Coalizão
  Um fato que não mexeu com os mercados, mas que mereceu comentários nas mesas de operações foram as eleições de ontem no Legislativo. Operadores destacaram que tanto a presidência da Câmara quanto a do Senado ficaram com parlamentares da base aliada. Além disso, a ‘‘coalizão’’ passou a contar com ampla maioria na Câmara. ‘‘Se isso significa que teremos estabilidade política e que o governo conseguirá aprovar medidas de apoio ao crescimento, a bolsa vai se beneficiar’’, comentou um operador.

Vagas nos EUA
  Os dados sobre o mercado de trabalho divulgados esta manhã nos Estados Unidos reforçaram a análise dos dias anteriores de que a economia norte-americana está aquecida, mas sem pressão inflacionária. Foram criadas, nos EUA, 111 mil vagas de trabalho, 44 mil abaixo das previsões dos analistas. Apesar disso, os dados de dezembro foram revisados, e foi por isso que o mercado achou o número bom. (Das Agências)

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