MERCADO FINANCEIRO
Fed
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve ontem a taxa básica de juros em 5,25% ao ano, como esperavam analistas e investidores. Embora o BC americano tenha reiterado as preocupações com o nível da inflação no comunicado divulgado após o encontro, os mercados acionários reagiram à decisão com altas expressivas. O Índice Dow Jones subiu 0,79%, a Nasdaq avançou 0,62% e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), 1,36%.
Pressão
No texto, o Fed manteve a opção de elevar a taxa para conter pressões inflacionárias. ''O tamanho e o momento de qualquer endurecimento adicional que possa ser necessário para enfrentar esses riscos (de inflação) dependerão da evolução, tanto da inflação quanto do crescimento econômico.''
''O Fed reconheceu que a economia melhorou moderadamente e que a inflação, de alguma forma, recuou'', disse Tom Sowanick, chefe de investimentos do Clearbrook Financial em Princeton, New Jersey.
Viés
O Fed está mais confortável com a perspectiva estável para o juro, mas não abandonou o viés de alta no longo prazo se a inflação ''permanecer acima dos níveis desejáveis'', escreveu Alan Ruskin, do RBS Greenwich. ''Eu não acho que essa avaliação honesta do Fed, sobre onde estão as coisas no momento sobre crescimento e inflação, vá mudar muitas avaliações do mercado de longo prazo sobre a política monetária'', observou.
Bovespa
Foi muito bem recebida pelo mercado financeiro a decisão -amplamente esperada- do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) de manter a sua taxa básica de juros em 5,25% ao ano: a Bovespa subiu 1,36%, para 44.641 pontos, com giro de R$ 3,755 bilhões. Pela manhã, volátil, a Bolsa brasileira chegou ao patamar mínimo de 43.824 pontos.
Dólar
O dólar caiu frente as principais moedas em Nova York, depois do Federal Reserve ter expressado menor preocupação com relação a inflação em seu comunicado de política monetária, o que esfriou as esperanças do mercado por um aperto monetário nos EUA no curto prazo, segundo analistas. Os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, sobre a fraqueza do iene também ajudaram a pressionar o dólar para baixo, embora os traders continuem a debater sobre se suas declarações deveriam ter sido interpretadas como positivas para o dólar.
Bolsas européias
As principais Bolsas européias fecharam em baixa. A Bolsa de Nova York avançou 0,79%, para 12.621,69 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas do setor de tecnologia) teve elevação de 0,61%, aos 2.463,93 pontos.
O motivo para o otimismo foi o comunicado divulgado depois da reunião, no qual o comitê de política monetária do Fed disse que a economia tem condições de se expandir nos próximos meses -havia o temor de recessão- e, embora alguns riscos de pressão inflacionária permaneçam, elas parecem estar ficando mais moderadas.
Merval
O mercado de ações argentino fechou em alta, em linha com os ganhos de outros mercados emergentes depois do Federal Reserve ter mantido sua taxa de juro de curto prazo estável em 5,25%, segundo traders e analistas. O índice Merval subiu 22,77 pontos, ou 1,11%, e fechou com 2.070,64 pontos, enquanto o Merval-25 avançou 1,03% para 2.034,14 pontos. O volume somou 48,84 milhões de pesos (cerca de US$ 15,6 milhões), dos quais as ações locais movimentaram 38,73 milhões de pesos.
México
O índice IPC, da Bolsa da Cidade do México, subiu 426,12 pontos, ou 1,57%, e fechou em novo nível recorde com 27.561,49 pontos, em linha com os ganhos de Wall Street, obtidos depois do Federal Reserve ter mantido sua taxa de juro de curto prazo estável e fornecido uma avaliação mais otimista sobre crescimento e a inflação nos EUA, segundo traders e analistas. O volume somou 6,48 bilhões de pesos, com 217,1 milhões de ações negociadas.
Nova York e Tóquio
A Bolsa de Nova York (NYSE) assinou uma carta de intenções para formar uma aliança com a Bolsa de Tóquio (TSE) que poderá levar os dois mercados a assumirem participação cruzada, na última iniciativa internacional do presidente da NYSE, John Thain, que já fez movimentos agressivos na Europa e Índia. Segundo o acordo, as duas Bolsas vão trabalhar em conjunto em áreas como tecnologia de negociações, produtos de investimentos, marketing e regulamentação.
Petróleo
O preço do petróleo registrou ligeira alta ontem, com a atenção dos investidores voltada para a queda nas reservas americanas de combustível para calefação na semana passada. Às 17h19 (em Brasília), o barril do petróleo para entrega em março, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 57,39, alta de 0,74%. O relatório semanal de estoques do Departamento de Energia dos EUA mostrou um recuo de 2,7 milhões de barris nas reservas de produtos destilados -que inclui combustível para calefação doméstica-, totalizando 324,9 milhões de barris.
Balanço BB
O Banco do Brasil (BB) divulgará no dia 27 de fevereiro o balanço fechado de 2006. Até o final do terceiro trimestre do ano passado, o banco estava com um lucro acumulado de aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O valor já era superior ao resultado positivo de R$ 4,2 bilhões alcançado em todo o ano de 2005. A previsão é que a divulgação seja feita em Brasília às 10 horas da manhã.
Com Agências





