MERCADO FINANCEIRO
Dólar recua
O evento mais esperado desta semana acontece hoje, quando o Comitê do Mercado Aberto (Federal Open Market Committee, FOMC) decidirá sobre os rumos das taxas de juros nos EUA. Apesar disso, os mercados domésticos operaram ontem descolados das expectativas sobre a economia norte-americana. O dólar fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo, pressionado pelas vendas futuras para formação da ptax (Dólar BC) do fim do mês.
Bovespa
O fluxo cambial positivo também ajudou os vendidos ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois de dois dias de baixa, recuperou parte das perdas. Petrobras PN puxou a alta, embalada pela disparada dos preços do petróleo. Em Nova York, as bolsas também tiveram um dia positivo. Na BM&F, os juros embutidos nos contratos de DI ficaram praticamente estáveis, com o mercado de molho à espera do Fomc.
Câmbio
Pelo segundo dia seguido o dólar à vista fechou em queda, pressionado pela movimentação dos investidores posicionados na venda no mercado futuro e que teriam reforçado a oferta de moeda no mercado à vista à tarde com o objetivo de enfraquecer a ptax (taxa média do pronto). O fluxo cambial positivo e a recuperação da Bovespa, além das altas das Bolsas em Nova York, também serviram de estímulo à venda de moeda. No fechamento, o pronto recuava 0,23% a R$ 2,130 na roda da BM&F e caía 0,21% a R$ 2,1305 no balcão. O giro financeiro total cresceu 59%, para cerca de US$ 3,915 bilhões, sendo cerca de US$ 2,954 bilhões em D+2.
Pronto
Depois de oscilar pouco e ao redor da estabilidade na primeira parte dos negócios, o pronto acentuou a queda durante à tarde, quando bateu a mínima de R$ 2,129 (-0,28%). Esse recuo mais forte foi desencadeado pela atuação na venda à vista dos investidores posicionados no mercado futuro e que desejam enfraquecer a ptax a fim de maximizar seus ganhos. A ptax de fechamento de mês será formada hoje e usada amanhã, para a liquidação do dólar fevereiro/07 na BM&F. A taxa média de venda do pronto desta quarta-feira também servirá para os ajustes do vencimento de US$ 815 milhões em swap cambial reverso que estarão vencendo amanhã, dos quais US$ 741,8 milhões ou 91,1% do total foram rolados pelo BC na semana passada.
Banco Central
No leilão de compra à tarde, o Banco Central repetiu o comportamento visto ontem: a taxa de corte aceita de R$ 2,1290 ficou abaixo do menor valor declarado por 13 dealers participantes, cujas taxas propostas foram de R$ 2,1295 (mínima) a R$ 2,131 (máxima). Cinco instituições não declararam as taxas pedidas, por isso, os operadores não souberam ao certo quantas propostas podem ter sido aceitas. Pelo menos uma proposta deve ter sido aceita, comentou um operador, que estimou que o BC pode ter comprado até US$ 400 milhões ontem.
Volume
De manhã, a avaliação dos especialistas foi de que o volume de entradas de dólares no mercado interno estava significativo. Mas, esse fluxo foi absorvido facilmente por players, que vislumbram a possibilidade de o comunicado do Federal Reserve, que vai acompanhar a decisão sobre o juro dos EUA, hoje, ser conservador.
Petróleo
No fechamento em Nova York, o petróleo para março subia US$ 2,96 (5,48%) para US$ 56,97 por barril. Por volta das 18 horas, o risco Brasil caía 1 ponto a 189 pontos base, enquanto o risco de países emergentes subia 1 ponto a 170 PB.
No leilão que decide o futuro da anglo-holandesa Corus, realizado em Londres e cuja primeira rodada foi concluída ontem, o grupo indiano Tata Steel elevou de 5 libras para 5,20 libras por ação a sua proposta para a compra do controle da Corus. O novo lance supera o valor oferecido pela brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de 5,15 libras por ação.
Juros
Ainda no aguardo da decisão e do comunicado do Fomc, o mercado de juros registrou pouca oscilação de taxas, que fecharam praticamente estáveis, mas com viés de queda. A liquidez não foi grande, mas melhorou nesta terça-feira, estimulada pelo leilão de prefixados que o Tesouro realizou. A operação, que tinha oferta de 4 milhões de LTN com vencimento em 2009, tornou o DI janeiro de 2009 o contrato mais líquido do dia, que encerrou em 12,35%, de 12,33% ontem. Em seguida, aparecia o DI janeiro de 2010 - mesmo vencimento dos 3 milhões de NTN-F ofertados pelo Tesouro - encerrou estável em 12,36%.
Tesouro
O Tesouro informou que as contas do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS) fecharam 2006 com um superávit primário de R$ 49,802 bilhões, o equivalente a 2,38% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas em dezembro, apresentaram um déficit de R$ 5,594 bilhões, pior do que previam os analistas, de um déficit de no máximo R$ 4,7 bilhões para o mês. Hoje, sai o resultado consolidado de todo o setor público.
Confiança
O mercado também olhará com atenção nesta quarta-feira o resultado do INA da Fiesp em 2006, considerado um indicador antecedente importante da atividade econômica. Também a FGV divulga o índice de confiança do consumidor em janeiro.Ontem a Abras informou que as vendas reais dos supermercados recuaram 1,65% em 2006 na comparação com o ano anterior e, em dezembro, cederam 0,5% em relação ao mesmo mês de 2005. Ante novembro, tiveram elevação de 31,24%, por conta das festas de final de ano.
Com Agências





