Copom
Repercussões do Copom, que decidiu na quarta-feira, por 5 votos a 3, cortar a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13% ao ano, sem viés. O setor produtivo criticou a decisão, considerando-a um sinal na contramão do crescimento acenado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
PAC/SERRA - O governador de São Paulo, José Serra, convocou entrevista coletiva para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento.

Renda real
O rendimento médio real dos trabalhadores nas seis principais regiões metropolitanas do País aumentou 4,3% em 2006 ante 2005, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio no ano passado foi de R$ 1.045,75, ante R$ 1.002,66 na média de 2005. Ainda sobre 2006, ante o ano anterior, o número de ocupados nas seis regiões aumentou em média 2,3%, mas o número de pessoas desocupadas (sem trabalho e procurando emprego) aumentou mais no período (4,0%).

Doha
Há condições para um progresso real nas negociações globais de comércio, disse ontem a representante dos Estados Unidos para Comércio Exterior, Susan Schwab. Os Estados Unidos, segundo ela, estão dispostos a negociar o corte de subsídios internos à agricultura se outros países oferecerem, como contrapartida, ''suficiente acesso a mercados para garantir equilíbrio no resultado''. A principal negociadora americana mostrou otimismo quanto à miniconferência ministerial marcada para sábado cedo, em Davos, em novo esforço para desencalhar a Rodada Doha.

Bolsa
A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão ontem em baixa, sob o efeito das realizações de lucros nos setores automobilístico e siderúrgico. Mas antes do final da sessão o índice Nikkei 225 atingiu o maior nível em pontos desde julho de 2000. O índice fechou em queda de 0,3%, aos 17.458,30 pontos, depois de ter alcançado os 17.617,64 pontos, em meio à expectativa por bons resultados nos balanços corporativos.

Dívida externa
A dívida externa fechou 2006 em US$ 168,867 bilhões de acordo com dados estimados e divulgados ontem pelo Departamento Econômico do Banco Central. Ao final de 2005, a dívida estava em US$ 169,450 bilhões. A dívida de médio e longo prazos terminou 2006 em US$ 151,655 bilhões e a de curto prazo, em US$ 17,213 bilhões. Em 2005, a dívida de médio e longo prazos havia ficado em US$ 150,674 bilhões e a de curto prazo, em US$ 18,776 bilhões. De acordo com os dados do Depec, a dívida em relação ao PIB terminou o ano passado em 17,6%. Em 2005, era de 21,3% do PIB.

Rolagem
A taxa de rolagem dos empréstimos externos de médio e longo prazos em dezembro foi de 12%. Em novembro, a taxa de rolagem havia ficado em 433%. No ano de 2006, a taxa de rolagem dos empréstimos externos foi de 192%, ante os 82% de 2005. De acordo com os dados do Banco Central, a taxa de rolagem dos empréstimos feitos com emissão de títulos no exterior foi de 147% em dezembro. Nos empréstimos diretos, a taxa de rolagem no último mês do ano passado foi de 5%.

Arrecadação
A arrecadação líquida total de 2006 atingiu R$ 123,520 bilhões, o que significou 13,9% de aumento em relação a arrecadação de 2005 (R$ 108,434 bilhões). Por outro lado, as despesas com benefícios em 2006 somaram R$ 165,585 bilhões, um aumento de 13,4% ante 2005 (R$ 146 bilhões).

Pac
O Ibama será o responsável pelo licenciamento ambiental de 100 das 353 obras incluídas no PAC. Nos próximos dias, o ministério dirá qual a situação em termos de licenciamento deste grupo de obras. O monitoramento dessas obras será feito pelo comitê gestor do PAC, criado para evitar que haja problemas de execução do programa.

Confiança
A violência no Rio e o acidente que provocou uma cratera nas obras do metrô de São Paulo derrubaram o bom humor do consumidor em janeiro. Segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu apenas 0,6% no primeiro mês do ano, ante uma alta de 2,2% em dezembro - em janeiro de 2006, o indicador aumentou 6,7%. ''Esses eventos deram uma diminuída no ânimo do consumidor'', admitiu o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Aloísio Campelo.

Sazonalidade
Campelo ressaltou que fatores como violência e acidentes são sazonais e que não devem continuar a afetar o resultado do indicador. ''Mas somente as questões pontuais não explicam a queda no ICC. Houve uma perda de satisfação com o crescimento econômico, que ainda está muito lento'', acrescentou.

Banco Central
O Departamento Econômico do Banco Central informou ontem que a instituição comprou em dezembro US$ 2,4 bilhões. Em novembro, o BC havia comprado em mercado US$ 2,6 bilhões. No ano fechado de 2006, as compras de dólares do BC somaram US$ 34,336 bilhões, valor superior aos US$ 21,491 bilhões adquiridos em 2005. Apesar do aumento, o valor das compras do BC no ano passado ficou abaixo do fluxo cambial positivo em US$ 37,270 bilhões.

Juros
As despesas líquidas com juros no mês passado somaram US$ 1,050 bilhão, pouco acima do US$ 1,010 bilhão de dezembro de 2005. Em todo o ano passado, o gasto com juros foi de US$ 11,267 bilhões, valor 16,5% abaixo dos US$ 13,496 bilhões verificados em todo o ano de 2005.

Com Agências

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