MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa começou a terça-feira em leve queda -na mínima do dia, chegou aos 43.432 pontos-, mas, diante do bom humor em Wall Street, mudou de tendência. Acabou fechando aos 44.177 pontos, com alta de 1,43% e giro de R$ 3,318 bilhões. No final da tarde, a Bolsa de Nova York avançava 0,43%, para 12.530,60 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) tinha elevação de 0,02%, aos 2.431,73 pontos. O aumento dos preços das commodities no mercado internacional -o barril de petróleo disparou 4,45%, para US$ 54,92- sustentou esse bom humor.
Rumos da Selic
''O dia foi bom para a bolsa. Agora vamos ver qual vai ser a decisão do Copom'', comentou um operador, referindo-se à segunda parte da reunião do Copom, que terminará amanhã. A maioria dos analistas acredita em um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic. Mas a torcida é para uma redução de 0,50 pp. ''Viu, Meirelles?'', brincou o operador, lembrando a provocação feita pelo ministro Guido Mantega ao presidente do Banco Central durante apresentação, ontem, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Copom
Todas as atenções dos investidores no mercado local estão concentradas na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se reúne hoje. Hoje, aliás, sai a decisão sobre os rumos da Selic (taxa básica de juros da economia brasileira), atualmente em 13,25% ao ano -os analistas estão divididos entre um corte de 0,5 ponto percentual e um corte de 0,25 ponto.
Câmbio
O dólar comercial caiu 0,18%, vendido a R$ 2,133, enquanto o risco-país teve baixa de 0,53%, aos 187 pontos. O paralelo ficou estável a R$ 2,35 e o turismo se manteve em R$ 2,24. O pronto finalizou em baixa, cotado a R$ 2,1316 (-0,21%) na roda da BM&F e a R$ 2,1330 (-0,14%) no balcão. De manhã, as cotações subiram até as máximas de R$ 2,1395 (+0,16%) na BM&F e R$ 2,140 (+0,19%) no balcão. As cotações viraram para baixo logo após o leilão de swap cambial reverso no início da tarde e acentuaram a queda depois da operação de compra do Banco Central.
Moeda em mercado
A melhora do mercado à tarde, com alta mais forte das Bolsas em Nova York e da Bovespa e a queda do risco Brasil, estimulou vendas de moeda em mercado. Como o fluxo cambial foi positivo hoje, alguns bancos podem ter ficado com parte dos ingressos registrados nas mãos uma vez que, no leilão de compra à tarde, o BC aceitou apenas cerca de três propostas e pode ter adquirido somente cerca de US$ 10 milhões. ''Quem tinha fluxo em mãos e não vendeu moeda ao BC foi a mercado ofertar depois, favorecendo o recuo da taxa'', disse um profissional.
IPC-S recuo
O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,82% na semana até segunda-feira, ante alta de 0,83% apurada no indicador anterior, da semana até 15 de janeiro. A taxa anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,77% e 0,92%.
Juros
O mercado de juros parece ter entrado no compasso de espera que costuma anteceder as reuniões do Copom. Os juros futuros registraram movimentação contida ontem, o que resultou em mais um dia de liquidez morna. As taxas longas tiveram leve correção e subiram, enquanto as mais curtas ficaram entre a queda e a estabilidade. O contrato DI janeiro de 2008 subiu de 12,36% para 12,38%, o DI julho de 2007 passou de 12,55% para 12,54% e o DI janeiro de 2009 foi de 12,27% para 12,29%.
Petróleo
O petróleo para março em Nova York subiu no fim da tarde de ontem, em reação às declarações do secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, de que o Departamento de Energia (DoE) planeja iniciar em março deste ano um programa para aumentar as reservas estratégicas de petróleo do país, com compras diárias de 100 mil barris. O anúncio de Bodman foi feito pouco antes do encerramento dos negócios com futuros de petróleo no viva-voz da New York Mercantile Exchange (Nymex) e depois de uma fonte anônima do governo dos EUA dizer que o presidente George W. Bush iria propor ontem à noite, a duplicação da capacidade das reservas até 2027 para 1,5 bilhão de barris. No final, o petróleo para março subia US$ 2,46 (+4,68%) cotado a US$ 55,04 o barril.
Banco Central
No leilão de swap cambial reverso ontem, o Banco Central vendeu US$ 741,8 milhões ou 15.800 contratos, com cinco vencimentos. O valor financeiro da operação equivale à rolagem de 91,1% do vencimento de cerca de US$ 815 milhões (17,3 mil contratos) em 1º de fevereiro. A não rolagem de cerca de US$ 74 milhões desses contratos teve pouca influência sobre a queda do pronto iniciada no começo da tarde, disse um operador consultado. O ajuste financeiro do leilão será feito em 1º de fevereiro com base na ptax de 31/1.
Argentina
O mercado de ações argentino fechou em alta, num movimento orientado pela alta dos preços do petróleo, segundo traders e analistas. O índice Merval subiu 11,65 pontos, ou 0,57%, para 2.055,39 pontos, enquanto o Merval-25 avançou 0,52% e fechou com 2.016,52 pontos. O volume negociado somou 55,21 milhões de pesos (cerca de US$ 17,8 milhões), dos quais as ações locais movimentaram 52,86 milhões de pesos. A alta nos preços do petróleo, que subiu para US$ 55,04 por barril em Nova York, deu impulso ao Merval, que tem uma grande exposição no setor de energia.





