PAC
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) vai chegar em 2010 a 39,7%. O cenário previsto no documento do PAC projeta esse indicador em 48,3% neste ano; 45,8% em 2008 e 42,9% em 2009. Esse cenário considera superávit primário (que desconsidera as despesas com juros) das contas públicas de 4,25% do PIB ao ano até 2010 e uma trajetória da taxa Selic (o documento não informa se é da taxa média do ano ou a taxa do fechamento do ano), que passa de 12,2% em 2007 para 10,1% ao ano em 2010.

Cenário
O cenário do PAC considera inflação de 4,1% em 2007 e de 4,5% ao ano de 2008 a 2010. O PAC prevê crescimento da economia de 4,5% este ano e de 5% ao ano nos três anos seguintes. O cenário do PAC prevê ainda que os investimentos do Programa Prioritário de Investimentos (PPI) vão ficar em 0,5% do PIB até 2010.

Copom
A semana passada trouxe importantes dados referentes à economia norte-americana, que acabaram por movimentar os mercados globais. Nesta, os eventos agendados serão muito mais modestos. No mercado doméstico, o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontecerá entre hoje e amanhã, concentrará as atenções.

Mercado dividido
O mercado está dividido em relação à decisão do Copom. Assim, a reunião do comitê do Banco Central que definirá os novos juros básicos brasileiros ganha maior importância. Como há um feriado na quinta-feira, que fechará as Bolsas em São Paulo, a reação do mercado à decisão do Copom só será sentida nos pregões de sexta-feira - a decisão apenas vai ser anunciada após o fechamento do mercado na quarta. Os juros básicos estão em 13,25%. Os investidores e analistas se dividem entre a expectativa de a taxa cair 0,25 ponto ou 0,50 ponto percentual.

In natura
Os alimentos in natura mais caros no varejo comandaram a aceleração na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,44% em janeiro, ante elevação de 0,28% em igual prévia em dezembro. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. ''Os três indicadores que formam o IGP-M (IPA, IPC e INCC) subiram mais; mas foi o IPC, o indicador do varejo, que teve maior influência na aceleração da segunda prévia'', disse.

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