Dólar em queda
Com uma agenda econômica fraca, os mercados perderam liquidez ontem. As expectativas em relação à reunião do Copom e, principalmente, em relação à divulgação do PAC na próxima segunda-feira também levaram os mercados a reduzir o ritmo dos negócios. Mesmo assim, o dólar fechou em queda, atingindo a menor cotação desde 16 de outubro de 2006.

Bovespa
A Bovespa terminou o último pregão da semana com uma valorização de 2,24%.
A alta das ações da Petrobras foi fundamental para a Bolsa de Valores de São Paulo subir e encerrar a semana com valorização acumulada. Ontem, o preço do barril de petróleo recuperou parte da recente desvalorização acumulada, o que favoreceu o desempenho dos papéis de petrolíferas.

Câmbio
Mesmo com um fluxo cambial aparentemente negativo e a compra pelo BC em leilão de cerca de US$ 356 milhões, o dólar à vista retomou a queda ontem, furou o suporte de R$ 2,130 e fechou nas menores cotações desde 16 de outubro do ano passado. Na roda da BM&F, cotado a R$ 2,1295, em baixa de 0,21% (ante R$ 2,129 em 16/10/06); e no balcão, a R$ 2,131, queda de 0,19% (ante R$ 2,130).

Conjunto de notícias
O recuo do pronto refletiu um conjunto de notícias, entre as quais a recuperação do petróleo no mercado internacional, a firme alta da Bovespa e o recuo do risco Brasil novamente para a mínima histórica de 186 pontos base. Na semana, as quedas acumuladas pelo pronto ante o real foram de -0,50% na BM&F e de -0,47% no balcão; e neste ano, de -0,30% e -0,23%, respectivamente. O giro financeiro total à vista manteve-se relativamente fraco, em cerca de US$ 2,304 bilhões, sendo cerca de US$ 500 milhões em D+1 e US$ 1,591 bilhão em D+2.

Viva-voz
No encerramento do mercado viva-voz de dólar futuro, os sete vencimentos negociados também projetavam taxas mais baixas, com um giro 32% menor que o anterior, de cerca de US$ 7,6 bilhões (151.071 contratos). O dólar fevereiro projetou baixa de 0,18% a R$ 2,134; e o dólar janeiro/08, queda de 0,21% a R$ 2,258.

Ofertas
Entre as notícias que estimularam ofertas de dólares, a recuperação do preço do petróleo no mercado internacional deu impulso às ações da Petrobras, que por tabela sustentaram a renovação das máximas pela Bovespa durante à tarde e levaram simultaneamente o dólar às mínimas. Nos Estados Unidos, o aumento do índice de sentimento do consumidor preliminar de janeiro para 98, ante mediana das previsões de 92,3, também foi bem recebido e favoreceu a ligeira alta do S&P 500 e do Nasdaq, além do dólar ante outras moedas. No entanto, a subida do petróleo limitou a recuperação do Dow Jones, que operou em ligeira baixa à tarde, porque causa da perspectiva de elevação de custos das empresas.

Bolsas
Em Nova York, o petróleo para fevereiro finalizou em alta de US$ 1,51 (2,99%) cotado a US$ 51,99 por barril. Por volta das 18h16, o dólar já devolvia a alta ante o iene e estava estável, cotado a 121,26 ienes; mas o euro ainda seguia em baixa de 0,27% a US$ 1,2963. Nas Bolsas, o Nasdaq e o S&P 500 finalizaram com ligeiras altas e o Dow Jones, em baixa. A Bovespa, por sua vez, fechou na pontuação máxima do dia, em alta de 2,24% (43.427,6 pontos).

Risco Brasil
Além disso, o risco Brasil voltou a romper os 190 pontos e cedeu ontem à tarde até a mínima intraday de 185 pontos base (-2,63% ou 5 pb), estimulando ofertas de moeda pelas tesourarias. Por volta das 18h24, o risco País caía 2,11% (-4 pb) a 186 pontos base; enquanto o risco de países emergentes recuava 1,75% (-3 pb) a 168 pontos base.

Plano
Na próxima semana, se o Plano de Aceleração do Crescimento, a ser anunciado segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, for bem recebido pelo mercado e, se o Copom não surpreender e também não houver sustos com indicadores norte-americanos, é possível que o dólar poderá buscar novos suportes. O próximo piso poderá ser de R$ 2,125 e, depois, poderá buscar os R$ 2,115. De todo modo, em caso de qualquer mal-estar, também é esperada uma correção das cotações.

Juros
O mercado de juros futuros desacelerou o ritmo ontem, que trouxe noticiário e agenda de indicadores fracos. A maioria dos contratos encerrou o dia em níveis próximos aos de quinta, mas com viés de queda, à exceção do DI janeiro de 2008, cuja taxa teve leve alta de 12,37% para 12,39%. O DI abril de 2007, que tem concentrado apostas para a reunião do Copom, encerrou em 12,74%, de 12,75% ontem e o DI janeiro de 2009 encerrou em 12,29%, de 12,32% ontem.

Mercado Parado
O mercado ficou meio parado, após fortes movimentações nos últimos dias que deram força à aposta de que o Copom cortará o juro básico em 0,5 ponto porcentual, na curva de juros. A estimativa de queda de 0,25 ponto porcentual da Selic ainda leva vantagem, mas a tendência é de que o mercado chegue ao dia da decisão, na quarta-feira, dividido.

Previdência
O que o mercado realmente gostaria de ver seriam medidas que estimulassem investimentos a partir do corte de despesas correntes, que liberassem recursos para a aplicação, por exemplo, na melhoria da infra-estrutura, o que acabaria chamando o investimento privado. Nesse sentido, um foco que deveria ser atacado, na opinião dos analistas, é a Previdência Social. Mas não há muitas esperanças nesse sentido

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