MERCADO FINANCEIRO
Devolvendo ganhos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devolveu os ganhos de segunda-feira no pregão de ontem. O recuo no preço do petróleo prejudicou o desempenho das Bolsas em diferentes lugares. A Bovespa terminou o pregão com desvalorização de 1,92%. Fortes oscilações marcaram os negócios. Na mínima do dia, a Bovespa marcou perdas de 3,25%. No melhor momento, subiu 0,40%. Foram girados R$ 4,17 bilhões - 71% acima da média diária de 2006.
Petrobras
As ações da Petrobras, responsáveis por quase 20% do volume movimentado na Bolsa paulista ontem, fecharam com perdas de 2,29% (preferencial) e 1,94% (ordinária). Como os contratos futuros de petróleo passaram a indicar queda menor na última hora de operações, o recuou da Bolsa se atenuou.
Petróleo
O petróleo chegou ontem a valer menos de US$ 54 na Bolsa de Nova York - a sua menor cotação em 18 meses -, mas se recuperou e terminou o dia valendo US$ 55,64. A desvalorização foi de 0,80% em relação ao dia anterior. Na Bolsa de Londres, o barril de petróleo fechou valendo US$ 55,18, queda de 0,76%. A aceleração da baixa do petróleo foi desencadeada pelas previsões de tempo menos frio que o esperado em algumas regiões dos EUA.
Ajuste
A desvalorização de outras commodities, especialmente as metais, também tem prejudicado os emergentes. A Bolsa do México caiu 1,91%. Em Buenos Aires, o recuo foi de 2,83%. Tem havido um ajuste nos últimos dias, com investidores internacionais vendendo ativos de emergentes para compensar perdas ocasionadas por aplicações ligadas a commodities, que têm perdido valor, avalia Alex Agostini, economista da consultoria Austin Rating.
Wall Street
Em Wall Street, houve bastante oscilação. A Bolsa de Nova York caiu 0,08%, para 12.415,64 pontos com a baixa dos papéis de empresas de energia, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) conseguiu se recuperar ao término do pregão: teve alta de 0,47%, aos 2.449,69 pontos.
Câmbio
O dólar comercial teve queda de 0,09%, vendido a R$ 2,149. O risco-país subiu 1,53%, para 199 pontos. Essa elevação, segundo analistas, reflete em parte o descontentamento dos investidores diante da decisão de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, de nacionalizar os setores de energia e telecomunicações do país.
Com agência Folhapress





