Dia de lucros
  Após ter atingido um novo recorde histórico, aos 45.382 pontos, na quarta-feira a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de forte realização de lucros: caiu 2,07%, para 44.445 pontos, com giro de R$ 3,415 bilhões. Na mínima do dia, chegou aos 44.284 pontos.

Destaques
  As duas ações mais negociadas do pregão lideraram as perdas: a preferencial da Petrobras teve baixa de 3,46%, a R$ 48,70, e a da Companhia Vale do Rio Doce registrou desvalorização de 4,15%, a R$ 53. A queda dos preços do petróleo e das commodities metálicas explica os tombos de ontem.

Wall Street
  E a baixa aumentou no final do expediente, acompanhando o mau humor em Wall Street. Às 18h25, a Bolsa de Nova York recuava 0,25%, para 12.431,82 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) tinha baixa de 0,4%, aos 2.405,39 pontos.

Fed
  A ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), divulgada à tarde, causou nervosismo no mercado, porque alguns dos seus membros manifestaram preocupação com o ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos - eles detectaram riscos de uma desaceleração maior do que a imaginada. A trajetória da inflação ainda é incerta e continua sendo acompanhada de perto.

Câmbio
  O risco-país chegou a cair até os 188 pontos -menor patamar da história-, mas terminou o dia estável, aos 193 pontos. O dólar comercial subiu 0,37%, vendido a R$ 2,14.

Européias
  Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 8,1 pontos (0,13%), em 6.319,0 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 6,79 pontos (0,12%), em 5.610,92 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em alta de 10,19 pontos (0,15%), em 6.691,32 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 45 pontos (0,11%), em 42.062 pontos. E o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri fechou em alta de 10,70 pontos (0,07%), em 14.375,10 pontos.

Petróleo
  O petróleo registrou forte queda ontem, atingindo seu patamar mais baixo desde 20 de novembro, devido às temperaturas mais elevadas que o normal para esta época do ano no nordeste dos Estados Unidos, a região que consome mais óleo para calefação no mundo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril de ‘‘light sweet’’ para entrega em fevereiro perdeu US$ 2,73, fechando a
US$ 58,32.
(Com agências Estado e Folhapress)

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