Dia da Bovespa
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o primeiro pregão do ano ontem em forte alta, batendo novo recorde, diante do otimismo quanto às perspectivas para o mercado acionário este ano. Investidores operaram sem a referência de Wall Street, que não abriu em luto ao ex-presidente Gerald Ford, que faleceu na semana passada. O dia também foi marcado por uma fraca agenda de indicadores econômicos.

Reflexos
  ‘‘Aqui acompanhou a alta da Europa’’, resumiu Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros. As ações das bolsas de valores européias fecharam o dia no maior nível em quase seis anos, impulsionadas por ganhos de mineradoras. Rumores de fusões também deram suporte ao mercado europeu na primeira sessão do novo ano.

Números
  Por aqui, o principal índice da bolsa paulista avançou 2,04%, para 45.382 pontos, maior nível de sua história. Dos 58 papéis do Ibovespa, apenas sete caíram. O volume financeiro ficou em R$ 2,1 bilhões, pouco abaixo da média diária do ano passado, de R$ 2,4 bilhões. As corretoras que mais atuaram na compra foram as que representam estrangeiros.

Destaques
  As estrelas do dia foram papéis que passaram a fazer parte do Ibovespa nesta sessão: Cosan , Submarino e Gol , com investidores ajustando suas carteiras à nova composição do indicador. Essas ações ficaram entre as mais negociados do Ibovespa. Cosan foi a maior alta, 5,48%. Submarino subiu 3,59% e Gol registrou valorização de 1,51%. A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) - uma das apostas de investidores para o ano - avançou 3,99%. Bancos, outra aposta para 2007, também se sobressaíram. Bradesco avançou 3,34% e Unibanco exibiu valorização de 2,72%.

Câmbio
  O dólar terminou a R$ 2,132, leve queda de 0,19%, acompanhando o bom desempenho da Bovespa e a perspectiva de contínuo ingresso de recursos no país. O volume de negócios no câmbio foi expressivo, perto de R$ 3 bilhões, mas a sessão foi morna, de pouca volatilidade.

Superávit
  A agenda econômica do dia foi vazia e o destaque ficou para a divulgação de superávit comercial brasileiro recorde em 2006, de US$ 46,077 bilhões. Hoje, o foco volta-se para os Estados Unidos, com divulgação da atividade no setor manufatureiro e da ata da última reunião do Federal Reserve.

Juros
  A maioria de contratos de depósito interfinanceiro (DI) caíram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 recuou a 12,31% ao ano.
Com agências Estado e Folhapress

mockup