MERCADO FINANCEIRO
Tranqüilidade
Ontem, em mais um dia de tranqüilidade no mercado financeiro brasileiro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 2,12% e atingiu novo recorde, aos 44.526 pontos. O recorde anterior havia sido registrado em 14 de dezembro, quando a Bolsa chegou aos 43.754 pontos. O giro foi de
R$ 2,218 bilhões, dentro da média diária das últimas semanas, que superou R$ 2 bilhões. Como se caminha para o final do ano, era esperada uma diminuição do volume de negócios, já que os investidores ficam mais cautelosos.
Risco-País
Contribuiu para o bom humor a queda do risco-país: no final da tarde, ele recuava 2,01%, para 195 pontos -seu menor nível histórico. O risco, medido pelo banco J.P. Morgan, indica qual é o grau de segurança para investir no Brasil. O indicador é obtido pela avaliação dos títulos de dívida externa do país: quando o risco está em 195 pontos, como ontem, significa que os bônus oferecem uma taxa de retorno 1,95 ponto percentual acima da paga pelos treasuries - títulos do Tesouro norte-americano, considerados a aplicação mais seguro.
Mais ativos
A baixa do risco sinaliza que grandes investidores estrangeiros estão comprando mais ativos brasileiros. Esse movimento tem sido observado desde o início de novembro e é o principal motivo para a recuperação da Bovespa; com a perspectiva de que os juros nos Estados Unidos se mantenham em 5,25% ao ano por algum tempo, como sinalizado pelo Fed (Federal Reserve, banco central americano), espera-se que tenha continuidade.
Wall Street
Foi de otimismo também o dia em Wall Street. A Bolsa de Nova York tinha alta de 0,82% no horário do fechamento da Bovespa. A Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) subia 0,79%. As principais Bolsas européias operaram com elevação. Na Ásia, a de Hong Kong teve recorde, a de Hong Kong chegou ao maior nível em seis anos e a de Tóquio também atingiu o maior nível desde maio.
Agenda
A agenda de indicadores e eventos econômicos desta semana está fraca, mas os números sobre o mercado imobiliário americano, que saíram no final da manhã, animaram: as vendas de casas novas cresceram a uma taxa anual de 1,05 milhão, superior à previsão dos economistas, que era de 1,02 milhão. Eles representam um termômetro do grau de aquecimento da economia norte-americana -o grande temor é de uma desaceleração muito forte. O indicador divulgado enfraqueceu um pouco tal medo. Amanhã, saem as vendas de imóveis existentes.
Câmbio
O dólar comercial teve valorização de 0,09%, vendido a R$ 2,146. O paralelo se manteve em
R$ 2,38 e o turismo teve alta de 0,44%, a R$ 2,25.





