Dia morno
  Carente de notícias relevantes e mais ainda de negociações e fluxo expressivos, o dólar terminou o dia ontem com estabilidade, vendido a R$ 2,158. Ao longo do dia, a oscilação foi estreita e restrita ao terreno positivo, com a máxima assinalando alta de 0,19%.

Sossego
  O clima de véspera de Natal determinou um ritmo de sossego ao mercado e nem a divulgação de uma série de dados da economia dos Estados Unidos alterou os ânimos. ‘‘O dia foi bem calmo, com pouco negócios e fraco volume’’, afirmou o gerente de câmbio do banco Schahin, Daniel Szikszay.

Dados dos EUA
  No final da manhã, o governo dos EUA anunciou revisão do crescimento do PIB no terceiro trimestre para 2%. O dado não afetou o câmbio doméstico mas contribuiu para a queda das bolsas nos EUA e da Bovespa. Os investidores renovaram sinais de temores com o desaquecimento da economia. Também pesou na cena externa o anúncio pelo Fed Filadélfia do índice de atividade negativa de -4,3 em dezembro, ante dado positivo de 5,1 em novembro.

TJLP
  O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a redução de 6,85% para 6,50% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O novo porcentual da TJLP vai vigorar no próximo trimestre, de janeiro a março de 2007. O anúncio da decisão do CMN foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, esta é a menor taxa da TJLP desde a sua criação, em 1994.

Conta salário
  Mantega afirmou que o prazo para a entrada em vigor da conta salário foi prorrogado de 1º de janeiro para 2 de abril de 2007. A mudança tem como objetivo dar maior prazo de adaptação às empresas e bancos sobre um novo mecanismo da conta salário, que ainda não foi explicado. Atendendo a pedidos de alguns governadores, como José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Jaques Wagner (BA), o CMN decidiu que Estados, municípios e União poderão iniciar a conta salário a partir de 2012 e não mais em 2007.

Despesas
  Mantega admitiu que um dos motivos para o adiamento do anúncio do pacote de estímulo ao crescimento foi o acordo para reajustar o salário mínimo para R$ 380. ‘‘Teremos que refazer o cálculo’’, disse ele. Mantega assegurou, no entanto, que o acordo para o salário mínimo não vai interferir no equilíbrio orçamentário do governo federal. Segundo ele, o governo vai acomodar nas contas esse aumento das despesas com a elevação do mínimo.

Pacote
  O anúncio do pacote econômico foi adiado para o início de janeiro. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, contou ontem que o presidente Lula decidiu adiar o pacote de medidas porque pediu ‘‘mais exatidão, mais segurança e mais coerência interna’’.

Européias
  As principais Bolsas européias fecharam em baixa, depois de os EUA revisarem para baixo o crescimento do PIB no terceiro trimestre. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 14,9 pontos (0,24%), em 6.183,7 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 4,03 pontos (0,07%), em 5.510,39 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em queda de 12,95 pontos (0,20%), em 6.573,96 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em baixa de 43 pontos (0,10%), em 41.272 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 51,30 pontos (0,36%), em 14.150,40 pontos.

Petróleo
  Na Nymex, os contratos de petróleo para fevereiro fecharam a US$ 62,66 por barril, em queda de US$ 1,06; a mínima foi em US$ 62,30 e a máxima em US$ 63,59. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para fevereiro fecharam a US$ 62,46 por barril, em queda de US$ 0,77, com mínima em US$ 61,95 e máxima em US$ 63,13.

Ouro
  Os contratos futuros de ouro fecharam em queda na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange
(Nymex). Analistas da MKS Finance disseram que os futuros do ouro abriram em baixa, mas recuperaram terreno em reação à revisão para baixo do PIB dos EUA no terceiro trimestre; essa recuperação foi momentânea, porém, e os preços do ouro passaram a cair em reação à alta modesta do dólar frente ao euro e ao iene. Os contratos do ouro para fevereiro fecharam a US$ 621,60 por onça-troy, em queda de US$ 2,70; a mínima foi em US$ 620,60 e a máxima em US$ 625,40.

Investigação
  O banco alemão Deutsche Bank aceitou pagar um total de 208 milhões de dólares para encerrar uma investigação fiscal de Nova Iorque sobre operações irregulares em alguns de seus fundos de investimentos, informou nesta quinta-feira o promotor em um comunicado. Para liquidar o litígio, o banco reembolsará US$ 102 milhões aos investidores prejudicados e pagará US$ 20 milhões de multa civil, além de desembolsar outros US$ 86 milhões por comissões a investidores, durante um período de cinco anos.

Acordo
  O acordo foi concluído ontem com a comissão de valores mobiliários da Bolsa (SEC) dos Estados Unidos. O banco concordou também em modificar certas práticas para que abusos como este não se repitam, explicou o promotor.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

mockup