MERCADO FINANCEIRO
Pouca oscilação
O dólar encerrou com leve alta ontem, em uma sessão de pouca oscilação e ritmo reduzido de negócios. A divisa norte-americana fechou a R$ 2,150, com valorização de 0,14%. No dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,144 e a máxima atingida no fechamento.
Atuação discreta
''Está com muito pouca volatilidade e o Banco Central virou especialista em retirar o excedente do mercado'', afirmou Alexandre Vasarhelyi, responsável por câmbio do banco ING. Como o mercado está com baixa liquidez, a atuação do Banco Central, ainda que discreta, foi decisiva para colocar o dólar em leve alta. No leilão de compra de dólares, o BC aceitou apenas uma proposta, com corte a R$ 2,148.
Espaço
Marcos Forgione, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, reiterou que a atuação da autoridade monetária ajuda a conter o declínio da moeda norte-americana, mas ele acredita que há espaço para cair um pouco mais até o fim do ano. ''A balança comercial tem mostrado que está tendo superávit e acho muito positiva essa entrada de recursos para Bovespa de investidor estrangeiro'', comentou o gerente. ''E a tendência é aumentar porque estão querendo perseguir os 45 mil pontos.''
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo tem atingido picos históricos nas últimas semanas, e seguia acima dos 43 mil pontos ontem à tarde, após ter ficado acima dos 44 mil pela manhã. A balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 43,4 bilhões no ano até a terceira semana de dezembro.
Risco
O baixo nível do risco-país também favorece o investimento em ativos brasileiros, já que demonstra a confiança do investidor estrangeiro no país. Ontem à tarde, o risco Brasil seguia em torno de 202 pontos-básicos sobre os Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano).
Focus
Os analistas do mercado financeiro promoveram a sexta redução consecutiva para o crescimento da economia para este ano. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,80% para 2,76%. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 3,5%, segundo dados que fazem parte do Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central.
Produção e juros
Já a expectativa em relação a produção industrial foi mantida em 3,09% neste ano e em 4% para 2007. A previsão para os juros é um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de janeiro, para 13%. Na ata da última reunião, que reduziu a taxa para 13,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que poderá reduzir o ritmo do corte da taxa Selic. Nas últimas reuniões, a redução foi de meio ponto percentual. Até o final do ano que vem os analistas esperam que a taxa básica chegue a 12% ao ano.
Inflação
Sobre a inflação, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006 foi mantida em 3,11% e, para o ano que vem, foi reduzida de 4,09% para 4,06%. A meta do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Petrobras
Fato relevante da Petrobras publicado ontem nos jornais revela decisão da empresa estatal de recomprar ações preferenciais em circulação no mercado para futuro cancelamento, utilizando-se de reservas de lucros. A empresa diz que isso não compromete investimentos e reduz excedente de caixa etc. O anúncio motivou uma corrida no mercado. As ações fecharam em alta.
Fusão
A companhia petroleira norueguesa Statoil assumirá o controle das atividades de hidrocarbonetos de sua compatriota Norsk Hydro criando assim uma nova entidade que será o líder mundial da produção 'off-shore'. A Noruega é o terceiro exportador mundial de petróleo. As duas companhias, líderes do setor nesse país, permitirão a criação de uma sociedade que pode produzir no próximo ano 1,9 milhão de barris equivalentes de equivalentes de petróleo, com um total de 31.000 funcionários.
Fusão 2
A futura entidade será o principal produtor 'off-shore' de hidrocarbonetos, muito à frente da anglo-holandês Shell, da brasileira Petrobras e da britânica BP. O principal produtor do mundo, em terra e no mar, continua sendo a americana ExxonMobil. A nova entidade será inicialmente controlada em 62,5% pelo Estado norueguês.
Ações
As ações dos dois grupos dispararam na bolsa de Oslo: no meio da jornada, as da Norsk Hydro ganhavam 23,84% a 193,50 coroas norueguesas (23,8 euros) e as da Statoil subiam 3,61% a 179,25 coroas.
Com agências Estado e Folhapress





